Ucrânia: Presidente eleito no sábado pode ameaçar a liberdade religiosa

Ucrânia: Presidente eleito no sábado pode ameaçar a liberdade religiosa

Atualizado: Segunda-feira, 8 Fevereiro de 2010 as 12

Eleição de novo presidente da Ucrânia preocupa os cristãos. Segundo os cristãos, o presidente eleito, Viktor Yanukovich, poderá ameaçar a liberdade religiosa no país.

A apuração parcial dos votos no segundo turno das eleições presidenciais da Ucrânia neste domingo indicam a vitória de Viktor Yanukovych, líder da oposição pró-Moscou que havia sido derrubado da Presidência em 2004 durante a chamada ''Revolução Laranja''.

Com mais de 70% dos votos apurados, Yanukovych tinha uma vantagem de cerca de 4 pontos percentuais sobre sua concorrente, a primeira-ministra Yulia Tymoshenko.

Yanukovych declarou-se vitorioso e pediu a Tymoshenko que reconhecesse a derrota, mas a premiê disse que esperaria o final da apuração e que está preparada para contestar os resultados.

Antes das eleições, os cristãos explicaram o motivo de sua preocupação.

Sergey Rakhuba, do Russian Ministries, estava preocupado, pois, se Yanukovich ganhasse, ''Ele seguiria o exemplo russo, e a liberdade religiosa enfrentaria muitos problemas. Ele limitará a atividade cristã. Ele controlará as ONGs, as atividades missionárias, e priorizará a Igreja Ortodoxa''.

Ele acrescenta que ''Viktor Yanukovych falou contra a Igreja evangélica, dizendo que todas as prioridades seriam dadas à Igreja Ortodoxa pois quer que toda a nação siga essa tradição''.

''Como ele é apoiado pela Igreja Ortodoxa, que monopoliza toda a atividade religiosa na Rússia, significa que, se ele ganhar, a igreja evangélica e as atividades missionárias seriam limitadas como na Rússia. Com isso, eles não poderiam ajudar crianças em orfanatos e famílias necessitadas, sem que a aprovação da Igreja Ortodoxa'', assegura.

Sergey afirma que o trabalho continuará não importa o que aconteça. “Continuaremos a treinar líderes nacionais apesar de qualquer implicação política. Pode ser mais difícil. Pode ser mais restritivo. Teremos que ser mais proativos e mais criativos para equipar os líderes.”

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