Universitários voluntários realizam ações sociais em aldeias Apinajés

Universitários voluntários realizam ações sociais em aldeias Apinajés

Atualizado: Quinta-feira, 7 Julho de 2011 as 3

Entre 26 de junho a 3 de julho uma equipe formada 33 voluntários das áreas de medicina, odontologia, história, educação física, pedagogia, enfermagem, teologia, fisioterapia, psicologia, engenharia civil e administração promoveram uma série de ações sociais entre os indígenas Apinajés. O projeto é resultado de uma parceria entre o Serviço Voluntário Adventista (SVA), Núcleo de Missões do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), o Ministério Nativo, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

  Acompanhados pelos agentes da Funai e da Funasa, o grupo de voluntários formado por profissionais, alunos e professores do Unasp percorreram as aldeias de São José, Cocal Grande, Mariazinha e Girassol atendendo a comunidade em suas necessidades mais essenciais.

Como resultado direto do projeto nas quatro aldeias, foram realizadas mais de 240 atendimentos médicos, seguidas de 30 palestras e atividades de orientação preventiva, saúde e educação. Sob a orientação do especialista Régines Araújo, cerca de 120 crianças receberam materiais de higiene bucal. O casal Araújo tem uma vasta experiência missionária nos países africanos como Sérvia, Angola, Moçambique e África do Sul, além do Alaska. Régines e Cláudia também já serviram como médicos-missionários em missões brasileiras localizadas no Tocantins e no Amazonas.

Para Luana Bomfim, 23, estudante do oitavo semestre de enfermagem do Unasp, esta experiência contribuiu para complementar a sua formação não apenas profissional, mas pessoal também. “Durante o meu curso já pensava em trabalhar com saúde pública, prevenção e orientação, depois de atuar como voluntária com os Apinajés, tenho certeza que estou no caminho certo”, comenta a futura enfermeira.

Os filhos dos voluntários também fizeram sua parte por meio do projeto Apinajé Kids. A idealizadora da versão mirim, Luana Santana, disse sentir-se realizada em poder integrar os filhos dos missionários e profissionais em uma ação que ultrapassa todas as barreiras. Feliz com a visita dos voluntários, o cacique da aldeia de São José, Davi Apinajé, expressou sua alegria para o grupo. “Agradecemos a disposição e interesse dos estudantes e demais profissionais por virem de tão longe a fim de ajudar-nos em nossas necessidades. Esperamos que esta parceria continue por muito tempo”, afirma.

A comunidade adventista de Tocantinópolis também se envolveu no projeto prestando auxílio na aldeia Cocal Grande. Nessa comunidade eles realizaram uma série de atividades transculturais e de diálogo promovendo cantos, encenações e apresentação de histórias tradicionais tanto da cultura cristã bem como das histórias do povo Apinajé. A língua local, o apinajé, foi destaque em todas as atividades por onde os alunos estiveram realizando a integração de culturas.

Na sexta-feira, dia 01, todos participaram de uma Santa Ceia tendo como cenário o rio que banha as aldeias e tochas acesas, como uma representação da história de Jesus e seus discípulos durante a Ceia. Muitos se comoveram e duas alunas vieram à frente, a beira do riacho, atendendo ao convite de se prepararem para o batismo. Foram momentos de integração do grupo e de preparo para o último dia de atividades nas aldeias Apinajés. 

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