Visão Evangelística - Atos 16:27-34

Visão Evangelística - Atos 16:27-34

Atualizado: Sábado, 9 Agosto de 2008 as 12

Visão Evangelística - Atos 16:27-34

 

O carcereiro, um profissional cumpridor de suas responsabilidades (vv. 23, 24). Um homem "preso" pelas cadeias da cegueira espiritual (v.27). Alguém subjugado por suas responsabilidades profissionais, a ponto de se desesperar ante uma aparente crise (v.27). Um homem com vazio do tamanho de sua responsabilidade (v.27). Um candidato ao suicídio e à condenação eterna (v.27). O aspecto que desejo abordar é a visão evangelística de Paulo e Silas. Destacando algumas de suas estratégias utilizadas no confronto com um homem necessitado de salvação.

Lições que nos revelam o propósito divino em toda e qualquer circunstância da vida humana (inclusive em meio ao sofrimento)

O sofrimento também é um instrumento do trabalho divino em nós e através de nós. Nosso sofrimento como cristãos, por maior que seja, é infinitamente menor do que o daqueles que não conhecem a Deus. Quando sofremos como autênticos cristãos (isto é, injustamente), o Senhor sempre nos dá livramento (ver  1 Pedro 4:12-16). O Senhor nunca nos livra (liberta, salva etc.) por acaso. Ele sempre tem algo a realizar por nosso intermédio (vv. 26 ? 28).

A visão evangelística de Paulo, ante o desespero do carcereiro. "Guiada" pelas oportunidades e não por programas (vv. 27,28). Ele entendia o evangelizar como algo que acontecia durante sua caminhada, não importando o lugar ou hora (vv. 2 Coríntios 2:14-17; 2 Timóteo 4:2). Essa é a visão evangelística apresentada por Jesus em Mateus 28:18-20. Foi assim que a igreja primitiva evangelizou (ver Atos 2-8). Se entendermos a evangelização nessa perspectiva, evangelizaremos todos os dias e de diferentes maneiras, pois as oportunidades são inúmeras. Fundamentava-se na misericórdia divina e não em suas preferências pessoais (v.28).

 "Público alvo" (visão da igreja com propósitos) x alcançar todos os homens (ver 1 Timóteo 2:4). Coloque-se no lugar de Paulo, e pense: "Será que eu seria capaz de demonstrar amor e evangelizar alguém como esse carcereiro, como fez Paulo (vv. 23, 24)? Será que no lugar de Paulo não pediríamos para Deus consumir aquele sujeito?"

A "visão evangelística" do Senhor é fundamentada na misericórdia (João 3:16-18; João 8;  Romanos 5). E a nossa?   

Paulo pregava uma mensagem simples (isto não significa superficial) e objetiva (vv. 30-32). A mensagem deve ser clara e objetiva, pois é para todos e não apenas para alguns (ver 1 Coríntios 1:18-25). "... nós pregamos a Cristo...". Essa visão evangelística prega uma mensagem fundamentada nas Escrituras (v.32). Foi o que Paulo deixou claro aos presbíteros de Éfeso (ver Atos 20:20,27).

Qual foi a mensagem que Paulo pregou? "Crê no Senhor Jesus e serás salvo..." (v. 31). Só isso! Que tipo de mensagem estamos pregando? Quem sabe algo do tipo: "Mude de vida para ser salvo". "Vá à igreja sete sextas-feiras". "Dê seu dizimo" etc. Paulo poderia ter feito algo parecido com aquele homem desesperado, mas não o fez. Apenas pregou uma mensagem para sua salvação. Ele não manipulou o carcereiro! Estamos pregando para pessoas serem salvas ou para enchermos a igreja? É uma mensagem que aponta para o arrependimento e a conversão, culminando com profissão pública por meio do batismo (v.38). O resultado desse evangelismo de oportunidade foi a salvação do carcereiro e seus familiares (vv.32-34). Quantas pessoas estão "presas" em nossos dias, pois a maior e mais terrível cadeia é aquela que aprisiona a alma humana: o pecado (Romanos 5:12 e 6:23). Nossa visão evangelística deve compreender e encarar tal realidade, a fim de ministrar a graça de Deus àqueles que estão em trevas (Isaías 61:1-4).

Que Deus nos abençoe nessa jornada!

Wilson Taybar Assumpção é pastor

 

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