
A cristã Tarfusa, moradora do estado de Plateau, no centro da Nigéria, tornou público o drama vivido por sua família após um ataque violento à vila onde viviam.
Ela aparece em um vídeo mostrando o que restou de sua casa, cômodo por cômodo, todos destruídos, e denuncia a perseguição recorrente contra comunidades cristãs na região.
This is all that's left of Tarfusa's home in Plateau State, Nigeria. 💔 Pray for her and countless others who've lost everything: https://t.co/tdR5xPk7QH pic.twitter.com/VOKRgpOwKB
— Global Christian Relief (@GC_Relief) January 28, 2026
Segundo Tarfusa, o ataque ocorreu de madrugada, quando os moradores ainda dormiam.
Ela diz que nenhuma loja foi poupada e a igreja da comunidade acabou incendiada.
Em meio aos escombros, ela relata o momento em que os tiros romperam o silêncio da noite, obrigando famílias inteiras a fugir para salvar a própria vida.
Sem identificar quem eram os agressores, ela relata:
“Eles nos atacaram de surpresa na madrugada… destruíram tudo, inclusive a igreja. Alguns de nós dormíamos em nossos quartos quando começaram os ataques. Esta era a nossa casa”, relata, apontando os que sobrou do lugar.
Morte do pastor
Entre as perdas está o marido de Tarfusa, o pastor Gideon, líder espiritual da comunidade. Quando a vila foi invadida, Gideon inicialmente fugiu com a família, mas algumas horas depois decidiu voltar.
Antes de partir, deixou à esposa palavras que agora ganham força como um testamento de fé:
“Se eu fugir e for salvo, posso voltar e não ter ninguém para pregar.”
Gideon preferiu não abandonar sua comunidade. No caminho de volta, foi morto junto com outros sete cristãos.
A casa da família e a igreja foram incendiadas durante o ataque, deixando Tarfusa sem lar e viúva – agora responsável por criar os filhos sozinha, em meio ao luto e à insegurança.
Ao registrar os destroços, Tarfusa faz um apelo à comunidade internacional e aos cristãos ao redor do mundo:
“Por isso, por favor, pedimos a vocês: orem por nós. Pedimos suas orações. Esta é a nossa última mensagem… Estamos em Awana, no estado de Plateau. Precisamos de paz.”
Crise humanitária
Casos como o de Tarfusa mostram uma crise humanitária e religiosa persistente na Nigéria, onde ataques a vilas cristãs, especialmente em estados do Cinturão Médio, têm deixado mortos, deslocados e comunidades inteiras sem meios de reconstrução.
Organizações de direitos humanos alertam para a necessidade de proteção às minorias religiosas, responsabilização dos autores e assistência urgente às vítimas.
Em meio à escalada da violência, o presidente dos EUA, Donald Trump, no final de 2025 voltou a criticar duramente o governo nigeriano alegando falta de ação eficaz para conter os ataques contra comunidades cristãs no país.
À época, Trump designou a Nigéria como “país de particular preocupação” em relação à liberdade religiosa, uma classificação que abre espaço para possíveis sanções e restrições à ajuda externa.
Trump ordenou ao Departamento de Defesa uma ação militar na Nigéria, que aconteceu no Natal de 2025, chegando a afirmar em público que, caso fosse necessário, os EUA poderiam agir com mais força contra grupos extremistas na região.
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