A desventura humana - Coluna bispo Luiz Henrique e Jocilaine de Paula

A desventura humana - Coluna bispo Luiz Henrique e Jocilaine de Paula

Atualizado: Quinta-feira, 4 Dezembro de 2008 as 12

Alguém nasceu pensando que a vida não passaria. Por ter aprendido assim suas práticas eram as de não se preocupar, pois no outro dia ele viveria as mesmas coisas, não precisaria guardar e possuir nada, pois acreditava que teria uma pessoa que poderia lhe ajudar.

Ele acreditava no homem e dizia que mais cedo ou mais tarde ele encontraria alguém que lhe desse carinho, pois o homem lá no fundo era bom.

Pensava em caminhar sem medo, em segurança e que as pessoas lhe guardariam quando por acaso estivesse em perigo, sem falar de seus pais que sempre estariam juntos para estender as mãos fortes e lhe abraçar. Na realidade pensava que ele e sua mãe nunca se desgrudariam, e que todo final de ano teriam os melhores dias de sua vida.

Mas esse homem cresceu e começou a entender que o mundo não era tão legal assim, que as competições e perdas eram realidade, que ninguém amava ninguém sem conhecer, e mesmo conhecendo, haveria traição.

Não podia acreditar nas pessoas, nem naqueles chamados amigos mais próximos. Descobriu que o homem não era tão bom, mas que ele era mau, egoísta e que não sabia dividir com ninguém.

Amar era uma palavra bonita de se dizer, mas no lugar do amor, os homens viviam a guerra.

O ser humano vive para trabalhar e ganhar dinheiro, e quando envelhece acaba gastando todo seu dinheiro conquistado em remédios. Os governantes pregam uma coisa e vivem outra, a falta de caráter está em todo lugar, aliás, ninguém vem com a palavra honesto na testa, e os governantes que tem como slogan "rouba mais faz", continuam roubando e sendo votados.

Logo ele chegou à conclusão que não poderia acreditar em ninguém. Mas existia uma esperança, seus pais. Quando cresceu mais um pouco descobriu que não se suportavam e estavam prestes a se separar, sua única esperança foi a banca rota.

Tudo era igual, a história era cíclica, nada mudava, ninguém assumia nada, tudo estava perdido e os que queriamm fazer algo diferente são mortos ou mudam de país.

Todo final de ano descobriu que as pessoas faziam promessas que não se cumpriam durante o ano. Percebeu que tudo era vaidade, como correr atrás do vento sem pegar nada em suas mãos.

Então percebeu que não era o único, mas que antes dele já haviam nascido muitos que entraram no mesmo esquema, aceitando a vida comum sem fazer diferença e criticando as mudanças. Homens da lei que precisam viver na lei, Homens de Deus que precisam de Deus.

Olhando para frente percebeu que as novas gerações estavam cada vez piores, sem referência, sem limites. Os pais perderam a autoridade para os filhos, que não sabem o que fazer com essa autoridade.

As esposas buscam levantar sua bandeira de feministas querendo seus direitos, o que fez com que os homens se acomodassem e trouxessem mais trabalho ainda para elas. A mulher agora trabalha dentro e fora de casa, quando elas não estão sustentando a casa porque o marido está desempregado.

Os animais têm mandado em muitas casas, sem falar no aparelho de TV, Playstation, menos quem realmente deveria ser o líder.

O que existe é um grande caos, onde ninguém acredita em ninguém, se alguém precisa de ajuda as pessoas se afastam para não terem envolvimento.

As verdades e absolutos estão sendo questionados, logo já não temos a verdade. Alguns dizem que a verdade é construída com o outro e ela só tem efeito quando vivenciada pelo ser humano. Podemos dizer que o aprendizado de séculos não vale, pois estamos em um novo tempo. Até a fé tem sido questionada, essa é a chamada pós-modernidade, onde estamos inseridos.

Meu grande questionamento com o leitor é que eu e você somos essa pessoa desta narrativa em algum momento de nossa vida. Quem já não foi caluniado, traído, abusado, deixado de lado? Mas o que fizemos? Vamos ser mais um que não muda em nada, que aceita tudo e todos, se anulando?

2009 é um novo ano e Deus conta conosco para mudar essa realidade, comece colocando sua vida nas mãos de Deus e deixe ele te usar onde quiser, só quem pode mudar esse ciclo de vida é o poder de Deus na vida de seus filhos. Homens cheios do Espírito Santo e de fé, Obreiros aprovados que não tem do que se envergonhar, mas que maneja bem a palavra da verdade. Pessoas usadas vêem-se muitas, mas poucos querem pagar o preço de ser aprovado.

A grande pergunta e desafio para hoje é: que escolha será a sua, de mudança ou de deixar a vida te levar?

Luiz Henrique de Paula é pastor, doutor em aconselhamento e cuidado de família . Presidente do "Conselho Metropolitano de Pastores e Ministros da Baixada Santista", psicanalista clínico e professor universitário, terapeuta de família e comunitário. Luiz Henrique é também conferencista na área da família e colunista da revista "Lar Cristão". Autor dos livros: "Quem manda na família Hoje". "Manual de Discipulado" e "Manual para a Família". Casado com Jocilaine Amaral Machado de Paula, com quem três filhos: Letícia, Larissa e Luiz Daniel.

Blog do Ministério da Família

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