"A Expocristo ajuda a fortalecer os laços fraternos", afirma Beto Richa

"A Expocristo ajuda a fortalecer os laços fraternos", afirma Beto Richa

Atualizado: Terça-feira, 1 Junho de 2010 as 2:39

Um poderoso agente social. É assim que o atual prefeito de Curitiba (PR), Beto Richa vê o cristianismo. Apoiando eventos evangélicos do Paraná, como a ExpoCristo Curitiba, o também candidato ao governo do estado reconheceu em entrevista exclusiva ao Guia-me que iniciativas que ''colaboram para o fortalecimento dos vínculos familiares e dos laços fraternos que devem unir os cidadãos de bairros e comunidades de uma cidade'' merecem apoio do poder público e todos os envolvidos nas relações sociais.

Além de falar sobre os efeitos sociais que a promoção dos valores do cristianismo - como no caso da ExpoCristo Curitiba - pode surtir, Beto Richa falou sobre desmistificações quanto à sua candidatura, os benefícios alcançados com a criação da Secretaria Antidrogas em 2008 e a importância de estar atento às necessidades do povo.

Confira abaixo, a entrevista na íntegra:

Guia-me: Você tem apoiado eventos evangélicos como a Expocristo Curitiba. Na sua opinião, quais os resultados que uma feira como essa podem trazer para a sociedade paranaense?

Beto Richa - Além da difusão do evangelho, a Expocristo, ao divulgar os ideais evangélicos, colabora para o fortalecimento dos vínculos familiares e dos laços fraternos que devem unir os cidadãos de bairros e comunidades de uma cidade. É um trabalho de conscientização com efeitos muitos fortes naquilo que se refere especialmente à solidariedade entre as pessoas. Uma ação desta natureza exige uma postura positiva do poder público e de todos aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos com as relações sociais.

Guia-me: Sua candidatura a governador tem alcançado grande apoio dos evangélicos. Como você tem cuidado para mostrar que não será o governador exclusivo dos evangélicos?

Beto Richa - Seria uma temeridade misturar as coisas desta forma.

Todas as igrejas e religiões cumprem um papel social que, embora possa estar ligado à vida pública, tem um propósito que está acima da política, está muito além das divergências partidárias e ideológicas.

Da mesma forma, a política não interfere na religião.

Guia-me: Um dos projetos idealizados (e também concretizado) por você foi a criação da Secretaria Antidrogas, em 2008. Quais os resultados já alcançados desde a criação deste órgão e quais os objetivos futuramente?

Beto Richa - O resultado mais importante foi a redução dos índices de ocorrências policiais nos bairros cujas escolas já abrigam programas da secretaria Antidrogas, como o Bola Cheia. Acredito que, tão logo a secretaria amplie suas atividades, o que acontecerá a partir do momento em que receba recursos do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), do governo federal, metas mais ousadas possam ser estabelecidas. A secretaria já formulou projetos específicos a fim de se qualificar para esses recursos.

Aqui, é preciso ressaltar que, sem o apoio e o engajamento da Igreja Evangélica e das suas lideranças, a secretaria Antidrogas não teria alcançado os resultados efetivos já assinalados, especialmente na formação das redes de colaboradores, que já se expandem para outros municípios da Região Metropolitana. Alguns desses municípios, inclusive, criaram secretarias ou departamentos específicos de conscientização e prevenção contra o uso de drogas e o tráfico, através de parcerias com a Prefeitura de Curitiba.

Guia-me:  Em um artigo seu, intitulado Ouvir as Pessoas, você fala sobre a importância de conhecer as necessidades dos cidadãos para que um bom governo seja efetivado. Provavelmente, as "exigências" apresentadas pela população possam variar bastante. Como você pretende organizar, ou seja, priorizar as reivindicações colocadas?

Beto Richa - já visitei mais de 60 municípios do Estado nos últimos dois meses. Em cada cidade, ouço os cidadãos.  Converso com as pessoas sobre as necessidades mais imediatas do município e da região, mas também gosto de saber quais são os sonhos, aqueles anseios de cada um.

Tem aquela mãe que sonha em ver o filho na faculdade, aquele jovem que imagina o dia em que abrirá uma pequena indústria de confecção. Você vê o brilho nos olhos da pessoa e se deixa levar pelo sonho dela, vai junto.

Não é difícil sistematizar e organizar o programa de governo. O importante é que ele tenha a legitimidade da participação dos cidadãos, pois eles sabem quais as características e as prioridades de sua região e de sua cidade. Claro que a conformação final do plano de governo obedece a critérios técnicos, fixados por economistas, médicos, engenheiros, especialistas em segurança pública e outros profissionais que nos ajudam nesta tarefa.

A saúde, a segurança pública e a educação são áreas que pretendemos priorizar. Mas há outras questões que exigem solução urgente. O saneamento das finanças estaduais, a reorganização do Estado, a infraestrutura de transporte, a habitação e a agricultura são algumas delas.

Por João Neto - www.guiame.com.br

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