A Igreja Perseguida nos Emirados necessita de orações

A Igreja Perseguida nos Emirados necessita de orações

Atualizado: Segunda-feira, 1 Novembro de 2010 as 10:11

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) é uma federação formada por sete Estados. Eles se encontram na Península Arábica, e são banhados tanto pelo Golfo Pérsico como pelo Golfo de Omã.

Quase toda a extensão dos Emirados está no deserto de Rub al-Khali. Na zona costeira está localizada a maior parte das jazidas de petróleo.

Os sete Estados que formam os Emirados são: Abu Dhabi, Dubai, Ajman, Fujairah, Ras al-Khaimah, Sharjah e Umm al-Qaiwain.

O Reino Unido, durante o século XIX, mantinha vários tratados com xeques árabes no Golfo, a fim de proteger suas rotas comerciais com a Índia. Muitos desses xeques habitavam onde os EAU se encontram hoje.

Havia pouco interesse na área até que as jazidas de petróleo foram descobertas em Abu Dhabi em 1958.

Dez anos mais tarde, a Grã-Bretanha retira suas tropas da região. Os xeques se unem e em 1971 os EAU se tornam um Estado independente.

No que diz respeito à administração, cada um dos sete emirados possui seu próprio governador e ritmo. Ele tem poderes sobre a exploração do gás e petróleo de seu emirado e também sobre a receita que geram.

A perseguição

A Constituição provê liberdade religiosa e o governo, de modo geral, respeita esse direito. No entanto, há algumas restrições. O islamismo é a religião oficial dos sete emirados. Há dois sistemas legais: o da sharia (lei islâmica) para as varas criminal e familiar; e o secular para a vara civil.

As igrejas não têm permissão para exibir uma cruz ou colocar sinos fora de sua propriedade. Entretanto, o governo não interfere no terreno que a igreja ocupa.

As congregações aceitam convertidos de todas as religiões, exceto do islamismo. Isso porque a lei não reconhece e nem permite conversão de muçulmanos a outra crença.

De acordo com a sharia, homens muçulmanos podem se casar com cristãs ou judias. Entretanto, mulheres muçulmanas não podem se casar com não-muçulmanos, a menos que estes se convertam.

Como o islamismo não valida o casamento entre um não-muçulmano e uma muçulmana, as duas partes podem estar sujeitas a detenção, julgamento e prisão sob o delito de fornicação. Entretanto, não há relatos de tais penas sendo aplicadas.

A importação de materiais religiosos não-islâmicos é proibida. As autoridades alfandegárias, porém, mostram-se mais tolerantes à importação de itens cristãos do que com o de outras religiões.

É proibida qualquer atividade religiosa que possa interferir no islamismo, como a distribuição de folhetos evangelísticos perto de uma mesquita ou em outros lugares públicos designados.

O único provedor de internet do país, o Etisalat, ocasionalmente bloqueia sites que contêm informação religiosa: dados sobre a fé baha"i, críticas negativas sobre o islamismo e testemunho de muçulmanos que se converteram ao cristianismo.  

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