A Lei da Semeadura - Coluna Erasmo Miranda

A Lei da Semeadura - Coluna Erasmo Miranda

Atualizado: Quarta-feira, 4 Março de 2009 as 12

"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12).

Leia: (1ºReis 17, Mateus 13, Marcos 4, Lucas 8, Romanos 10, 12, 14, 2ª Coríntios 5, 9, Hebreus 10, 11 Tiago 2, 1ª Pedro 1, 1ª João 3 e Apocalipse 12).

Há alguns anos, antes do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, nos tempos dos profetas, a terra passava por um momento de grande escassez, conforme a Palavra do Senhor, por meio da boca do Seu profeta. Em uma certa localidade, para qual o profeta foi enviado por Deus, havia uma mulher que vivia sozinha com seu filho, por ser viúva, para quem Deus ordenou que sustentasse o profeta. Como o profeta foi enviado por Deus, ele chegou diante daquela mulher pedindo provisão para satisfazer a sua necessidade, sem se preocupar com a situação daquela mulher, mas ela, sabendo tratar-se de um homem de Deus, fez-lhe conhecer o seu estado. Porém, o profeta não retrocedeu na sua solicitação, pois ele estava na direção de Deus. Ele ordenou a mulher que não temesse e que, antes que ela alimentasse o seu filho, com aquela que poderia ser a ultima refeição de suas vidas, ordenou que ela o ouvisse, fazendo tudo segundo a sua palavra, pois, assim feito, não faltaria mantimento para aquela casa, até que novamente chovesse na terra, conforme a Palavra do Senhor.

Aos olhos do mundo, isto seria loucura; pois, quem em sã consciência, tiraria o pão da boca do seu filho para alimentar outra pessoa?

Se esta narrativa tratasse somente da mulher, ou seja, não houvesse uma criança envolvida, talvez esta atitude seria melhor compreendida, mesmo assim, com muita dificuldade para aqueles que são carnais. Sendo que, muitas vezes, até mesmo nós, que nós consideramos como espirituais, criticamos tal atitude, a ponto de chamarmos de loucos aqueles que praticam tal ato.

Será que temos esquecido que nós não andamos segundo o padrão do mundo, mas sim, segundo o padrão do Reino de Deus?

"Porque andamos por fé, e não por vista" (2ª Coríntios 5:7).

Sendo assim, não devemos fazer nada com dúvida, pois ela atrai condenação para os nossos atos: "Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado" (Romanos 14:23); também devemos evitar, o julgamento daqueles que praticam a fé (seja pouco, ou seja muito, aos nossos olhos). Visto que, para nós é impossível mensurar a fé dos outros. Porém, temos total condição para que possamos conhecer o tamanho da nossa fé, pois temos sobre nós o Espírito de humildade, que aliado ao nosso espírito, nos leva a conhecer os nossos limites: "Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um" (Romanos 12:3).

Sabemos muito bem que a fé vem por meio daquilo que nós escutamos. Quando damos ouvidos para aquilo que é negativo, corremos o risco de matar a nossa fé, ficamos temerosos, nos esquecendo dos livramentos que recebemos por meio da intervenção do Grande Eu Sou, coisa que aconteceu com Israel, no episódio em que Moisés enviou os 12 espias à Terra Prometida. O povo preferiu dar ouvidos a voz dos 10 espias, que por temerem por suas vidas, blasfemaram contra Terra, em vez de darem ouvidos a voz de Deus, por meio da boca de Josué e Calébe. Nós sabemos qual foi o resultado de tal ato, visto que, como diz as escrituras: "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus" (Romanos 10:17).

Aquela mulher, não agiu conforme o povo, ou seja, conforme a maioria. Ela deu ouvidos a Palavra de Deus, vinda pela boca do profeta, utilizando a pequena provisão que lhe sobrou, como semente para manifestação do Reino de Deus. No entanto, se ela comesse aquela porção, juntamente com seu filho, certamente morreriam, mas ela foi preservada pela sua atitude de fé, mesmo que seu filho viesse a falecer logo depois. Porém, ela permaneceu viva para interceder, junto ao homem de Deus, que intercedeu junto ao próprio Deus. Para que assim, aquela mulher pudesse colher aquilo que ela semeou. O bem que ela fez ao profeta, ela recebeu em abundância sobre a sua vida e sobre a sua família.

Amados, sabemos que a boa semente é a Palavra de Deus, a qual devemos semear em fé, a tempo e fora de tempo. Assim como aquela mulher fez, sem se preocupar com a multidão, mas nos preocupando somente em agradar a Deus. Talvez, antes de semearmos, tenhamos que preparar a terra, disponibilizando para isto nossos poucos recursos, como nos ensina Tiago: "Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma" (Tiago 2:13-17).

Pense: "Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele" (Hebreus 10:38).

Ore: SENHOR, que eu seja forte e corajoso, e que a cada dia, a Tua Palavra possa ser vivênciada na minha vida, para que assim, eu nunca coma as sementes da fé; semeando-as sempre por onde quer que eu andar; para que um dia possa colher os bons frutos para o Teu Reino; no poder do Espírito Santo, para glória de Deus Pai, em nome de Jesus, amém.

"Abençoe-nos Deus, e todos os confins da terra O temerão" (Salmo 67:7).

Erasmo Miranda de Araújo é presbítero e trabalha nos ministérios de Ação Social e Ensino.

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