A liderança estudantil da UAP tem paixão pela missão

A liderança estudantil da UAP tem paixão pela missão

Atualizado: Sexta-feira, 27 Agosto de 2010 as 1:15

De 14 a 21 de agosto, foi realizado o Seminário de Capacitação: “Treinamento para o Serviço Missionário”, na Universidade Adventista del Plata, organizado pelo Instituto Missionário (IM) da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS). Esse curso foi ministrado pelo Dr. Lester Merklin, diretor do Centro Global de Relações Adventistas-Muçulmanas (também conhecido como o Centro de Estudos Islâmicos, uma organização do departamento da Missão Adventista da Associação Geral) e professor associado do Departamento de Missão Mundial, da Universidade Andrews; e pelo Dr. Wagner Kuhn, diretor associado do Instituto de Missão Mundial da Associação Geral (AG) e professor associado do Departamento de Missão Mundial da Universidade Andrews. A equipe de comunicação da ASN pôde conversar com os palestrantes.

UAP - Dr. Khun, a missão evangélica mudou no século XXI?

Dr. Kuhn - Não. A missão ordenada por Jesus não mudou. Isso pode ser confirmado pelas milhares de pessoas que aceitaram essa comissão com certeza e convicção. Mudaram sim as metodologias e a forma de aplicar a missão.

UAP - Dr. Merklin, o avanço das ferramentas de comunicação influíram nessas estratégias?

Dr. Merklin - Como já mencionado pelo Dr. Khun, a comissão evangélica é a mesma. Não há como negar a contribuição do desenvolvimento tecnológico na área das comunicações; hoje podemos cruzar fronteiras e alcançar mais pessoas graças a ela. Nesse sentido, penso nos lugares nos quais não podemos chegar como missionários, e onde, por meio das ondas de rádio, a mensagem cristã é levada.

 UAP - Dr. Khun, qual foi a linha temática abordada no seminário?

Dr. Kuhn – Recebemos muitos estudantes desejosos de se prepararem para o serviço missionário. O objetivo principal é definir o perfil missionário e saber, por exemplo, em quais lugares haveria possibilidade de servir na carreira profissional que o aluno está cursando.

UAP - Dr. Merklin, como desmistificar a ideia do trabalho missionário como uma panacéia em terras inóspitas?

Dr. Merklin – Hoje em dia, ainda existe essa ideia. Pensando nesta Universidade, a missão sempre está onde nos desenvolvemos. Por exemplo, um médico não terá problemas em atender ao vizinho ou em atender pessoas em lugares mais distantes. No seminário, enfatizamos muito o preparo para isso, inclusive para o encontro com outras culturas. Deus chama muitas pessoas para irem além de sua comunidade. É muito importante o trabalho que deve ser feito em nossa área de influência. Muitos são lugares onde as pessoas necessitam ouvir de Jesus e é com isso que devemos estar comprometidos.

UAP - Dr. Khun, de que forma são identificadas as barreiras culturais?

Dr. Kuhn – As barreiras culturais são um desafio para os missionários. Há grande esforço dedicado ao preparo. Muitos problemas podem ser evitados quando são levadas em conta as diferenças culturais; definitivamente, a forma de enxergarmos o outro. O egoísmo nos leva a pensar que sempre temos razão. Quando nos mudamos para outra região, como visitantes, nosso comportamento deve corresponder ao local em que nos encontramos e não a outro. O missionário eficaz é aquele que sabe fazer distinção e lidar com as diferenças culturais.  

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