A Mais Sublime das Celebrações

A Mais Sublime das Celebrações

Atualizado: Quinta-feira, 14 Outubro de 2010 as 2:25

Qual é o verdadeiro significado da CEIA DO SENHOR? Qual é o seu poder? Em que consiste a sua grandeza? Por que celebrá-la? Nosso pastor responde, neste editorial, essas perguntas, e nos prepara para esta que é a mais sublime das celebrações, quando o sacrifício de Cristo, desta forma especial, é mais uma vez lembrado.

Nada de nomes extra-bíblicos. Tampouco Santa Ceia, Comunhão ou qualquer outro nome. Ceia do Senhor, esta é a designação correta.

A Ceia do Senhor é uma celebração memorial da morte de Jesus no calvário, para reconciliar o homem com Deus. Portanto, na visão de Paulo, a Ceia do Senhor nos lembra a Nova Aliança firmada no sangue de Jesus Cristo. Não é uma solenidade fúnebre! Não há lugar para melancolia. Quando a celebramos, pessoas se emocionam, mas por gratidão, diante de tão evidente prova de amor de Jesus, ao ponto de oferecer-se para morrer em nosso lugar. Varão de dores, profetizava Isaías. Pela Graça obtida com sua morte, somos salvos, dom gratuito de Deus, motivo de júbilo! Mas, que fique claro: gratuito para nós, não para Deus! Reconciliar o homem com Ele custou o sangue de Jesus Cristo, Seu próprio Filho. Este foi o preço pago. Pesou-Lhe sobre os ombros o fardo de nossas enfermidades, sarando-nos de nossos pecados. Como cantamos: "Sei que foi pago um alto preço para que contigo eu fosse um, meu irmão. Quando Jesus entregou sua vida, Ele pensava em mim, pensava em ti, pensava em nós". Esse preço é imerecedor, inarbitrável, inestimável! Por isso mesmo, dom gratuito de Deus!

Os elementos da Ceia do Senhor, conquanto simbólicos, são riquíssimos, valiosíssimos em significação:

– Pão lembra sobrevivência, condição de vida. Como o Pão que desceu do céu, maná do Senhor para que Seu povo, saído do Egito, fosse alimentado no deserto, a fim de que chegasse ao destino – a Terra Prometida. É, até hoje, celebrado na Páscoa dos judeus. Jesus, Pão da Vida, revivifica os mortos em seus delitos e pecados, ressuscitando-os com Ele. Basta crer que seu sacrifício na cruz fora vicário: em nossa substituição e todo suficiente para salvar aquele que Nele crê. Pão, então, representa o corpo de Cristo sacrificado em nosso lugar. Partir o pão significa recordar a grandeza desse sacrifício e o que por ele recebemos pela fé, a saber: a vida eterna!

– Vinho, fruto da videira, representa o sangue purificador de Jesus, este, cuja vida não terminou com o último suspiro, com a morte, com o sepultamento. Porque Ele ressuscitou! Significa vida! Sangue que exauriu vida para que nós tivéssemos vida, e vida em abundância! Ao sorvermos o cálice hoje, durante a Ceia do Senhor, se derramarmos lágrimas, que não seja como quem acompanha um cortejo fúnebre! Nosso Salvador não está morto! Ele vive! Aquela morte foi tão somente um acesso, uma porta, o saguão através do qual todos os que se arrependem de seus pecados e recebem Jesus como Senhor e Salvador adentram a vida eterna . "Eu sou a porta", embasa Jesus. Choremos sim, meus irmãos e irmãs, o pranto da emoção de lembrar que foi assim, pendurado numa cruz, que o Cordeiro de Deus doou seu sangue para salvar vidas; dentre milhares e milhares, a minha e a sua.

Oh!, quantas lições emanam desse ato comemorativo, a Ceia do Senhor. Visitante, você é bem-vindo aqui, nesta manhã. Mas afirmo-lhe: não há luto entre nós! Não há depressão nem abatimento! Porque celebramos a Ceia do Senhor que vive e reina, celebramos a vitória, a salvação e a paz, relembradas nesse memorial simbólico. E o faremos sempre assim, até o dia em que o Senhor voltar, porque ela proclama que só em Cristo há redenção.

Eli Fernandes de Oliveira   é pastor titular da Igreja Batista da Liberdade (SP) desde 1984. É Bacharel em Teologia pelo STBNB; Psicanalista Clínico pela SPOB; Mestre em Teologia e Mestre em Ministério pela Faculdade Teológica da Fé Reformada, São Paulo, e Doutor em Teologia Th.D (cum claude) pela Universidade Cohen, Los Angeles, CA.

Já foi condecorado com Medalha Anchieta, da Câmara Municipal de São Paulo; Prêmio de Personalidade do Ano, pela Academia Paulista Cristã de Letras; Comenda Paul Harris, do Rotary Club e Membro Honorário da Força Aérea Brasileira.

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