A realidade do túmulo vazio deve mudar nossa forma de enxergar a vida

A realidade do túmulo vazio deve mudar nossa forma de enxergar a vida

Atualizado: Terça-feira, 4 Outubro de 2011 as 9:29

O nosso mundo precisa de esperança. Nesses últimos dias, os jornais têm noticiado eventos terríveis. A situação de quase iminente guerra entre as duas Coreias (Coreia do Norte e Coreia do Sul), o aumento no número de mortos na guerra do Afeganistão, os ataques suicidas contra cristãos no Iraque, a epidemia de cólera no Haiti, o caos trazido pelas chuvas em Belo Horizonte e Minas Gerais e a escalada da violência do Rio de Janeiro são apenas algumas das notícias que nos chegaram aos ouvidos nessas últimas semanas.

Parece que tudo à nossa volta nos convida à tristeza e à desesperança. E isso sem falar sobre as situações difíceis que nós mesmos experimentamos em nossas vidas, como a saudade por causa da distância da família, a tristeza nascida pela dificuldade em engravidar, a dor vinda pela morte de um ente querido, a frustração pelos planos que não deram certo, a angústia trazida pela descoberta de uma enfermidade incurável, a ansiedade decorrente da falta de trabalho, e ainda tantos outros eventos semelhantes, que nos fazem ficar com o coração triste, abatido e, às vezes, desesperançoso.

Esse quadro de tristeza e desesperança, um dia, atingiu os primeiros discípulos de Jesus. Um dia, eles também se viram abatidos... Aquele a quem eles haviam seguido, amado, e servido; Aquele que fizera tantos milagres, dando vista ao cego, pão ao faminto, força ao paralítico, e vida ao que estava morto; Aquele que anunciara a vinda do Reino de Deus, seja do alto de uma montanha, de dentro de um barco, sob o telhado de uma casa, ou nos átrios do Templo em Jerusalém; Aquele que foi reconhecido como sendo o Messias, o Salvador e o Senhor foi preso, julgado, condenado e pregado em uma cruz, como seu fosse um criminoso. A reação dos discípulos de Jesus e de tantos outros foi de dor e lamento. Lucas diz que, enquanto Jesus caminhava pela via dolorosa, a multidão chorava, batia no peito e lamentava (Lc 23.27-28). Após a morte e o sepultamento de Jesus, as pessoas comentavam sobre as suas desesperanças e frustrações: “nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel.” (Lc 24.21.) Enquanto ainda estavam no caminho para Emaús, conversando sobre a morte de Jesus e a perda de todas as esperanças, essas pessoas tiveram os seus olhos abertos.

Repentinamente, elas viram o que não haviam conseguido enxergar por tanto tempo.

Com os olhos nas próprias ideias e sentimentos, sufocados pelos questionamentos e tristezas, enlaçados pelas frustrações e desesperanças, aqueles homens não haviam percebido que Jesus, a esperança da glória, caminhava naquele mesmo caminho, ao lado deles. Jesus estava ali com eles e eles não haviam percebido! (Quantas vezes isso também acontece conosco, não é verdade?! Estamos tão centrados em nossas dores, que não percebemos que Jesus está do nosso lado.) Lucas diz que no momento em que Jesus partia o pão, “se lhes abriram os olhos” (Lc 24.31) e a cegueira desapareceu. A luz brilhou na escuridão e as trevas bateram em retirada.

Sim! No meio da escuridão, a luz raiou; no caminho da desesperança, a esperança brilhou; na experiência da solidão, Jesus se assentou ao lado deles e partiu o pão. A mensagem da cruz não é toda a mensagem das Escrituras.

Ao lado da mensagem da cruz, está também a mensagem do túmulo vazio; junto à mensagem da morte, há também a mensagem da ressurreição! É verdade, sim, que Jesus morreu; mas é verdade também que Jesus ressuscitou! Se a mensagem da cruz fosse a única mensagem da Bíblia, então, realmente, não haveria esperança para o mundo. Só poderíamos nos calar e nos resignar diante do sofrimento, da dor, das guerras, das enfermidades, das injustiças, das catástrofes e de todo o mal que vemos à nossa volta. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã a vossa fé” (1Co 15.14). “Mas”, como eloqüentemente reafirma o apóstolo Paulo, “de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos” (1Co 15.20). O túmulo está vazio! A vida venceu a morte. A luz venceu as trevas. A esperança venceu a desesperança.

Os impossíveis foram tornados possíveis. O Reino dos Céus desceu e se estabeleceu na terra. A palavra final não foi dada pelas circunstâncias do mundo, mas pelo próprio Deus. Deus é infinitamente maior do que a morte da vida, a dor da existência, o sofrimento do mundo, a enfermidade do corpo, a fragilidade da alma, a astúcia dos demônios, a miséria humana, a política dos homens, as estratégias de Satanás e as catástrofes da natureza. O túmulo vazio é um eloquente SIM de Deus para a celebração da esperança e festividades da vida, a possibilidade das mudanças e transformação do mundo, a acessibilidade da cura das enfermidades da alma e também do corpo.

A partir da realidade e mensagem do túmulo vazio, precisamos mudar a perspectiva de como olhamos para o mundo e para as coisas à nossa volta.

Por causa da ressurreição de Jesus, se o mundo diz morte, continuemos a proclamar vida; se nos dizem “não tem jeito”, que digamos “é possível”; se nos mandam “calar a boca”, que continuemos a proclamar em alto e bom som que “O túmulo está vazio! Jesus ressuscitou!

A vida venceu a morte!

Extraído: Boletim Atos

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