A Verdadeira História do Caso Evandro

A Verdadeira História do Caso Evandro

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

Na noite de 7 de abril de 1992, na cidade balneárea de Guaratuba - Paraná, o menino Evandro Ramos Caetano, de seis anos de idade, foi sacrificado ritualmente a Exu.

Participaram do ritual satânico sete pessoas: dois pais-de-santo - Vicente de Paula Ferreira e Osvaldo Marceneiro; três outros homens também ligados a práticas de macumba - Davi dos Santos Soares, Francisco Sérgio Cristofonili e Airton Bardelli dos Santos; mais a mulher e a filha do prefeito da cidade - Celina Cordeiro Abage e Beatriz Cordeiro Abage.

O menino fora sequestrado na véspera por Celina e sua filha Beatriz, co carro Escort desta última, e levado para um galpão de serraria de propriedade do prefeito Aldo Abage, onde se realizaria o macabro ritual.

Depois de estrangular a criança, fizeram-lhe um talho no pescoço para que o sangue escorresse em uma vasilha; o peito foi aberto e o coração retirado; abriram também o ventre e extraíram as vísceras; depos, deceparam o órgão genital do menino; em seguida, retiraram o couro cabeludo com uma navalha e cortaram as orelhas; por fim, amputaram-lhe as mãozinhas e os dedinhos do pé. Tudo foi recolhido em alguidades (tigelas de barro).

"O sacrifício da criança seria oferecido a ‘Exu’ que é um espírito que tanto faz o bem como o mal" - declarou posteriormente um dos macimbeiros - assassinos.

"O local onde o ato foi realizado era escuro, iluminado apenas por sete velas brancas, sete velas pretas e sete velas vermelhas. Durante o ritual, Osvaldo cantava hinos umbanda em louvor a ‘Exu’. (Depoimento do pai-de-santo Vicente de Paula Ferreira).

"A medida que iam sendo retirado os órgãos da criança, Celina ia fazendo pedidos de proteção e vitória, ou seja, proteção no comércio e ‘abrir’ o lado financeiro e ‘força’ na política. Celina agia normalmente, não tendo sentido nenhum tipo de repulsa durante todo o ritual".

Ao final deste, as tigelas de barro ou alguidares contém os órgãos e o sangue do menino sacrificado foram colocados numa casinha, do tamanho de uma casa de cachorro, construida no quintal para essa finalidade (trata-se de uma espécie de pequeno templo dedicado a Exu, existente em todos os terreiros de umbanda).

A revista "Manchete" (Edição de 10-7-92) publicou ampla reportagem sobre esse crime satânico, sob o título: ‘Este menino foi vítima de um crime satânico - Magia negra: os rituais que ameaçam as crianças".

Autor: Delegado Genésio Pontogilo

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