Acreditar ou não acreditar?

Acreditar ou não acreditar?

Atualizado: Quarta-feira, 6 Novembro de 2013 as 10

crerMas não acredite nisso, pois mais de quarenta deles vão ficar escondidos esperando Paulo para o matar. (Atos 23.21a)
 
Um moço fornece uma informação sigilosa ao comandante de um destacamento militar e ainda pede que ele não acredite em outra versão, senão a que ele acaba de dar. À primeira vista parece arrogância do jovem que, acima de tudo, é sobrinho da pessoa que corre perigo de vida. Cláudio Lísias dá crédito ao rapaz e pede que não diga a ninguém o que lhe havia segredado.
 
Acreditar ou não acreditar — eis a questão! Ambas as coisas são difíceis. Para quem não quer acreditar, por exemplo, na ressurreição de Jesus, como Tomé, é difícil acreditar. Para quem quer acreditar, por exemplo, nas notícias falsas de dez dos doze espias enviados por Moisés à terra de Canaã, é difícil não acreditar (Nm 13.27-33).
 
Às vezes Jesus manda crer; em outras, a ordem é não crer. É para crer que “Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que crer nele não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). À samaritana, Jesus disse com absoluta clareza e simplicidade: “Creia em mim, mulher” (Jo 4.21, NBV). Aos discípulos, reunidos no cenáculo, o Senhor declarou com a mesma clareza: “Vocês creem em Deus; creiam também em mim” (Jo 14.1). Em outros discursos, Jesus ordena o contrário: “Se alguém disser para vocês: ‘Vejam! O Messias está aqui’ ou ‘O Messias está ali’, não acreditem” (Mt 24.23).
 
Não era para acreditar na mentira da serpente, e nossos primeiros pais acreditaram (Gn 3.1-7). Não era para acreditar na mentira dos gibeonitas, e Josué acreditou (Js 9.15). Não era para acreditar na hipocrisia de Judas e os apóstolos acreditaram (Jo 12.4-7; Mc 14.3-9). O apóstolo João é enfático: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus” (1Jo 4.1).
 
 
>> Retirado de Refeições Diárias: no Partir do Pão e na Oração.
 

veja também