Adventistas plantam igrejas em comunidades afastadas e áreas indígenas

Adventistas plantam igrejas em comunidades afastadas e áreas indígenas

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 9:28

O movimento de plantação de novas igrejas, na região noroeste do Brasil, não enxerga fronteiras e nem dificuldades. Na América do Sul, a meta dos adventistas é estabelecer duas mil novas congregações neste ano com liderança sólida, sustentabilidade financeira e foco extremamente missionário. Ou seja, as novas igrejas nascem dispostas a se multiplicar rapidamente em um crescimento saudável e constante. Em estados como Amazonas e Rondônia, várias ações interessantes ocorrem e novas igrejas surgem em comunidades ribeirinhas e em aldeias indígenas.

Amazonas – Na comunidade de Rosa de Sarom, que fica a 160 quilômetros de Manaus, capital do estado do Amazonas, o acesso se dá somente por barco. Detalhe: uma hora e 50 minutos se a embarcação sair da maior cidade próxima que é Manacapuru. Mas este desafio não impede que lá seja plantada uma nova congregação para atender inicialmente 20 membros, mas com perspectiva clara de expansão. O líder local, Amair de Jesus, é um verdadeiro “guerreiro da fé”. Vítima 21 vezes de malária, ele luta junto com outros moradores para implantar uma congregação adventista com sede própria. O prédio está em construção na comunidade que já conta com presença da Igreja há pelo menos 11 anos. Quem constrói o templo são os próprios membros nos momentos de folga com materiais que chegam de canoas e voadeiras (barcos com motores de popa que anda com velocidade nos rios). A energia elétrica é fornecida por meio de bombas que não funcionam o tempo inteiro, mas somente à noite. Durante o dia, o trabalho agrícola é a atividade predominante dos adultos, enquanto cerca de 18 crianças e adolescentes estudam em uma pequena escolinha localizada bem ao lado da futura congregação adventista. Em Rosa de Sarom, a Igreja Adventista já vai começar com antena parabólica doada pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil – Regional Amazonas). Tudo para captar a programação do Sistema Novo Tempo de Comunicação, inclusive os treinamentos via satélite e programações especiais. “Aqui 12 famílias vivem e queremos pregar o evangelho com força”, diz Amair. Rosa de Sarom é uma das 32 comunidades atendidas com atendimentos de saúde pela lancha Luzeiro XXVI, sob coordenação da ADRA Brasil – Regional Amazonas.

Rondônia – Já no estado vizinho, Rondônia, a plantação de igrejas também é intensificada. Membros da Igreja Adventista Central de Porto Velho, na capital, resolveram apoiar a consolidação de uma nova congregação no bairro Bom Sucesso para 120 pessoas. A iniciativa no bairro, que tem 1.350 habitantes, conta com apoio da associação comunitária. Aliás, integrantes da associação estudam a Bíblia Sagrada regularmente em uma classe bíblica liderada por Hélio Marks, um dos líderes da Igreja Adventista Central. Ações sociais, comunitárias e evangelísticas devem movimentar a região, como espera o pastor distrital Emerson Campanholo. A sequência então é clara: classe bíblica, atuação de um obreiro bíblico para dar apoio a quem necessita conhecer mais o livro sagrado, mutirão de saúde e reuniões de evangelismo público. “Esperamos, em três meses, já erguer a futura congregação em dois terrenos, um doado pela Igreja Central e outro pela Associação Amazônia Ocidental Adventista (AAmO)”, comenta Campanholo.

A AAmO quer plantar 35 novas igrejas neste ano, ou seja, a meta é de estabelecer uma nova por cada distrito pastoral. O empenho missionário se estende para comunidades indígenas, sempre respeitando a cultural local. O pastor Arlindo Kefler, diretor de comunicação da Associação, explica que a cerca de 100 quilômetros de Porto Velho, uma igreja também será plantada nas comunidades dos grupos indígenas carintianas e capivaris. O acesso ao local é parte por asfalto e parte por estrada de terra. Em torno de 300 indígenas vivem na região e a meta é colocar ali, também, uma antena parabólica para sintonia da TV Novo Tempo.

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