Afegãos convertidos temem voltar para Casa

Afegãos convertidos temem voltar para Casa

Atualizado: Quarta-feira, 16 Março de 2011 as 2:32

Seis afegãos convertidos ao cristianismo temem que o pior os aguarda no Afeganistão, após os seus pedidos de refúgio serem rejeitados pela Índia.

Os convertidos foram nomeados pelo Fundo Barnabé apenas como Rahimullah e Rita, que têm três filhos; Maomé e Aisha, que têm dois filhos; e as irmãs Shazia e Sunita.

Eles fugiram para a Índia após se converterem ao cristianismo, mas enfrentam agora o risco de serem deportados para o Afeganistão.

Os novos convertidos têm medo de perder as suas vidas se eles tiverem que voltar para casa.

"Acreditamos que, ao voltarmos ao nosso país, nossas vidas estarão em perigo de morte", disse Mohammad e Aisha.

No seu pedido de recurso para o Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas (ACNUR), Rahimullah e Rita escreveram: "Como somos convertidos e batizados cristãos, estamos profundamente temerosos por nossas vidas.

"À luz da situação no Afeganistão, seremos condenados à morte e executado pelo Governo ou poderíamos ser apedrejados e queimados pelo povo."

O Ministério Fundo Barnabé está apelando para a intervenção urgente do Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, em nome dos seis convertidos na Índia.

Dr. Patrick Sookhdeo, diretor internacional do Fundo Barnabé, disse: "O caso desses seis queridos irmãos e irmãs destacam o fato de que quem se converte ao cristianismo no Afeganistão não está seguro nem dentro nem fora do país. É uma vergonha que tenha sido negado refúgio quando suas próprias vidas dependem disso”. 

"Estou muito comovido pela carta de Shoaib, que demonstra a sua enorme coragem em face da pena de morte. Sublinha a necessidade urgente da comunidade internacional para pressionar tanto para a liberação de Said, quanto para o governo afegão permitir uma verdadeira liberdade religiosa".

Os cristãos estão sob ameaça crescente no Afeganistão no ano passado, depois que um parlamentar fez um apelo público diante a sua execução após a transmissão televisiva de um documentário que mostrava fotos de afegãos sendo batizado.

Um dos convertidos identificados no programa foi Said Musa, condenado à morte que passou meses na prisão, onde ele afirma que foi fisicamente agredida pelos guardas.  

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