Amor: A maior ordenança

Amor: A maior ordenança

Atualizado: Segunda-feira, 9 Maio de 2011 as 1:30

"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei [...]. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor".  (Rm 13: 8 e 10).

Certa vez Jesus precisou responder a uma pergunta capciosa de um fariseu, doutor da lei, que tentava experimentá-lo. Este dizia: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo é semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mt 22: 36-40).

Jesus ensinou que o amor é primordial para vivermos o Evangelho em sua totalidade, assim como o oxigênio é fundamental para a manutenção da vida humana. Sem amor viveremos apenas um legalismo farisaico. Vidas vazias; sem frutos, embora com boa aparência.

Em Mateus 24: 12 vemos o Mestre explicar sobre a razão do esfriamento do amor nos últimos dias:

“E por abundar a iniqüidade [pecado], o amor de muitos esfriará”.

Estamos vivemos esses últimos dias que Jesus mencionou em seu Sermão Profético; e podemos dizer que nunca presenciamos tanta atrocidade no mundo quanto agora: Homicídios, estupros, assaltos, seqüestros, atentados terroristas, filhos matando os pais por causa de dinheiro, entre outras coisas semelhantes a estas.  

Quando a Palavra de Deus nos ensina a amar o próximo como a nós mesmos não esta se referindo ao amor sentimento da alma. Precisamos entender o amor como Deus nos ama:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito; para quê todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3: 16).

O amor de Deus é um amor ativo, altruísta e não sentimental humano.  É um amor que age em nosso favor. Ele tanto nos amou que agiu: Deu o seu filho único em sacrifício para nos comprar para si e nos livrar do castigo eterno. O nosso amor imperfeito é muitas vezes ciumento e egoísta. Amamos na medida em que recebemos em troca.

Jesus nos ensina como devemos demonstrar o nosso amor a Ele em João 14: 21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda [pratica], este é o que me ama”; e Ele continua nos dizendo sobre as conseqüências de amá-lo: “e aquele que me ama será amado de meu pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.  Que promessa gloriosa! Nossa recompensa por guardar, praticar a Sua Palavra é ver o Seu mover em nosso favor.

E como devemos amar o nosso próximo? Jesus responde ao fariseu em Mateus 22: 39: Como a nós mesmos.  Aquilo que não desejo para mim, também não devo desejar ao meu próximo.  E aquilo que gostaria que fizessem por mim, devo procurar fazer ao meu próximo. Em Romanos 13: 9 e 10 Paulo explica:

“Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.

Se eu amo a Deus e ao meu próximo, que é o meu cônjuge, eu não o trairei com outra pessoa, porque também não gostaria que ele fizesse isso comigo. Se eu amo a Deus e ao meu próximo eu não tirarei a sua vida, porque também não gostaria que atentassem contra a minha. Se eu amo a Deus e ao meu próximo eu não furtarei os seus pertences, pois também não gostaria que furtassem aquilo que é meu. Se eu amo a Deus e ao meu próximo não darei falso testemunho contra ele, pois ficaria extremamente magoado se alguém também mentisse contra a minha pessoa, assim, me prejudicando. Se eu amo a Deus e ao meu próximo eu não cobiçarei os seus bens, pois também ficaria triste se assim ele fizesse em relação a mim.

E assim, como continua a palavra: O AMOR NÃO FAZ MAL AO PRÓXIMO, porque da mesma forma que eu gostaria que ele me amasse, procurarei amá-lo também. Lucas 6: 31 Jesus nos diz:

“E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira faça-lhes vós também”.

Busquemos com mais atenção conhecer e obedecer aos mandamentos de Deus; pois quem assim o fizer não só agradará ao Pai, mas também desfrutará da paz e livramento que Ele mesmo nos prometeu. Como o mundo seria diferente se muitos de nós deixássemos de ser cristãos nominais e passássemos a ser praticantes da Palavra de Deus!

“Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal” (Ec 8: 5a).

Mônica Valentim

veja também