Amputação necessária

Amputação necessária

Atualizado: Quarta-feira, 6 Outubro de 2010 as 8:24

Os tessalonicenses construíram para si mesmos uma sala de cirurgia totalmente esterilizada. Neste ambiente o bisturi, que é a Palavra de Deus, corta a pele litúrgica, cavoucando e buscando focos causadores de doenças, sem o perigo de infecção ambiental. Eles sabiam que o pecado encoberto por camadas de peles e formas religiosas, adoece e mata.

O resultado e o tratamento serão conclusivos se o paciente se submeter voluntariamente a esta profunda sondagem de sua alma. Justificativas não curam e o remorso leva ao suicídio moral, como ocorreu com Judas.

É preciso acatar o diagnóstico e submeter-se ao tratamento. Este último pode incluir uma amputação sem anestesia de atitudes, hábitos e reações.

Tumores como amargura, inveja e traumas emocionais causam metástese e o mal se torna sistêmico. Pecado encoberto por remédios que aliviam a dor, e não a causa, se permanecem e matam. Pecado que não dói não é tratado.

O remédio pode ser amargo e o tratamento incômodo, invasivo e prolongado, mas é eficaz.

Jesus, o médico dos médicos sabe, como ninguém, manejar o bisturi, mas precisa da colaboração do paciente, que deve abandonar o comportamento que causou a doença. Se não o fizer, corre o risco de recidivas.

Seja um bom paciente e siga as prescrições do médico dos médicos, mas só se quiser ser curado.

1Ts 2.13: "Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes ".  

Ubirajara Crespo

Ubirajara Crespo   é pastor, escritor, conferencista, editor e diretor da Editora Naós.

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