Anglicanos festejam 50 anos de presença na capital federal

Anglicanos festejam 50 anos de presença na capital federal

Atualizado: Terça-feira, 25 Maio de 2010 as 10:05

Um mês depois de a capital federal festejar o seu cinquentenário, a Diocese de Brasília comemora meio século de presença anglicana na região.

A bispa Caterine Waynick veio especialmente de Indianápolis, Estados Unidos, junto com outros dez convidados, para os festejos dos 50 anos. Ela foi a pregadora da celebração de ação de graças no domingo de Pentecostes, 23 de maio, na Catedral da Ressurreição, localizada na Asa Sul da capital federal.

Na sexta-feira, 21, a Câmara dos Deputados realizou sessão solene pela passagem da data histórica, por iniciativa do deputado Paulo Delgado, do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais. O deputado destacou a tradição e história anglicanas e como a comunidade religiosa se identificou com a capital federal em sua multifacetada cultura.

Na saudação aos parlamentares, o bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Maurício José Araújo de Andrade, apontou para o pioneirismo das pessoas que tornaram a presença anglicana em Brasília uma realidade, chegando ao Distrito Federal praticamente na mesma época da fundação da cidade.

No sábado, foi inaugurada Mostra Fotográfica na Catedral anglicana.

A Diocese Anglicana de Brasília, instalada em 1985, conta com três paróquias, seis pontos missionários e um ponto de evangelização, além do Centro Anglicano de Teologia. Ela é liderada pelo bispo primaz da IEAB.

A Catedral da Ressurreição, projetada pelo urbanista Lúcio Costa, foi o primeiro templo não-católico romano erigido na cidade. Os anglicanos se instalaram em Brasília no período de Pentecostes e hoje, em pleno Pentecostes, relembram a caminhada de 50 anos.

''Assim como naquele tempo, devemos continuar no empenho de sermos cada vez mais inclusivos para servir e para amar na unidade'', disse dom Maurício.

''Nosso sentimento é de gratidão a Deus pela caminhada do povo anglicano aqui na capital, uma caminhada marcada pela forte presença social e de busca incessante pelo diálogo cristão'', frisou o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor Carlos Moeller.

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