Aos 36 anos, jogador evangélico do Sport comemora 200 jogos

Aos 36 anos, jogador evangélico do Sport comemora 200 jogos

Atualizado: Segunda-feira, 5 Abril de 2010 as 12

No title Regularidade. Uma palavra que se aplica bem ao Sport no Campeonato Pernambucano. Invicto há 45 partidas na competição, desde março de 2008, o time vai caminhando bem para conquistar o pentacampeonato.

Nas últimas sete rodadas, sete vitórias. Um desempenho bem acima dos demais concorrentes. Uma superioridade técnica indiscutível. Neste domingo, contra a Cabense, no estádio Gileno de Carli, o Rubro-negro jogará, a partir das 16h, para confirmar algo que já é bem nítido há algum tempo: a liderança da competição. Com 44 pontos, dez a mais que o vice-líder Náutico, o Leão precisa de uma simples vitória para garantir por antecipação a primeira colocação da fase classificatória do Estadual. Assim, a certeza de decidir os mata-matas na Ilha do Retiro. Numa dessas coincidências que marcam o futebol, a regularidade leonina terá como símbolo maior a 200ª partida do lateral-esquerdo Dutra pelo clube. Um jogador marcado pelas atuações na média. Tanto no apoio quanto no ataque.Um "sinônimo" do Sport em 2010.

Outros dois jogadores rubro-negros também vão completar números expressivos nesta tarde. Magrão, o atleta do grupo atual que mais jogou pelo Sport, fará o seu jogo de número 250, enquanto o zagueiro César chegará a 150 partidas. Porém, apenas o ala será homenageado, com a direito a camisa especial ("nº 200") e uma placa oficial. Isso porque é regra no clube homenager atletas de 100 em 100 jogos. O "menino" Dutra, de 36 anos, está na sua segunda passagem na Ilha, e o Sport já é o time pelo qual ele mais atuou. A marca pertencia ao japonês Yokohama Marinos, com 149 participações.

Dutra estreou pelo Sport há quase uma década, em 13 de agosto de 2000, no empate em 1 x 1 com o Cruzeiro, pela Copa João Havelange (o Brasileirão daquele ano). O vigor físico era o mesmo. Algo que impressiona até hoje o departamento físico do clube (na pré-temporada deste ano, ele foi um dos primeiros nos testes). O lateral maranhense saiu em 2001 e voltou em 2007, após um bom tempo na Ásia. Virou um dos pilares do time. Um jogador de fôlego impressionante e de poucas palavras. Longe de ser arredio.

No fim de 2007, Dutra chegou a declarar ao Diario, que estava pensando em parar. Foi convencido a continuar pelo técnico Nelsinho Batista, que estava chegando para comandar o clube. A experiência do lateral era (é) algo essencial para o time. Hoje, ele não fala mais sobre a palavra "parar". Até porque ele sabe que ainda dá pra jogar por um bom tempo ainda. O segredo para tanto fôlego? Bem simples: "bons hábitos". "Quando eu era mais jovem, fiz coisas erradas também, chegando atrasado em treinos, indo para baladas. Em 1996, virei evangélico. Mudei muita coisa na minha vida, meus hábitos. E hoje o futebol não tem isso de idade, mas de condicionamento físico. Dormindo cedo e me alimentado bem, e com vontade, ainda estou correndo com a rapaziada".

O lateral também diz que tem dois objetivos nesta temporada. Além do 5º título estadual, Dutra quer festejar o acesso à Série A. Para ele, uma dívida. "Cheguei aqui com otime na Série A. Quando eu sair, o time tem que estar lá também", disse o lateral, que fará no Cabo de Santo Agostinho o seu 21º jogo no ano. Com isso, torna-se, também, o atleta que mais esteve em campo pelo Leão em 2010. É incansável esse tal de Dutra.

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