Após enchente em pernambuco, igreja presbiteriana está prestes a cair

Após enchente em pernambuco, igreja presbiteriana está prestes a cair

Atualizado: Quinta-feira, 24 Junho de 2010 as 11:25

Em Palmares, Pernambuco, as máquinas não param de remover entulhos após a enchente. São 5.900 moradores desabrigados ou desalojados. Nas ruas, um comportamento chama atenção: não é difícil encontrar moradores usando máscaras, uma forma de se proteger do mau cheiro que os entulhos trouxeram.

Tudo ficou destruído. A ponte que é o principal acesso ao município foi derrubada. O asfalto cedeu e o que restou ficou na beira do rio. A praça principal, no centro da cidade, desapareceu. Ao lado da igreja Presbiteriana, a casa paroquial desabou. De carreta, que virou com a enxurrada, só dá para ver as rodas. Por pouco, outro caminhão também não virou.

- O prédio, provavelmente, está condenado. Está prestes a cair. Nós queríamos convocar todos que pudessem nos ajudar, em uma grande campanha - disse o pastor Cephas.

A cidade tem 70% da área com o abastecimento de água restabelecido. Os prédios públicos e da área de saúde já recuperam a energia elétrica.

O instituto Tavares Buril instalou um posto móvel, numa escola municipal, para tirar a carteira de identidade dos moradores. A maioria perdeu todos os documentos na enchente.

Os prejuízos continuam no comércio. As lojas foram invadidas pela água e as mercadorias perdidas. O esforço agora é reorganizar a cidade.

- O governo do estado contratou um consórcio de construtora para fazer a limpeza, que está sendo feita por módulos. Diretamente, 400 pessoas estão trabalhando na assistência, entre funcionários do estado, da prefeitura, além de voluntários. No prazo de quatro dias, um hospital de campanha estará sendo montado. A comida da doação está chegando, e os desabrigados e desalojados estão comendo - disse o major Lúcio Guimarães, da Defesa Civil de Pernambuco.

- O objetivo é manter os abrigos estabilizados. Algumas doações importantes são: colchões, fraldas descartáveis, absorventes, fraldas geriátricas. Enquanto as vias principais não forem desobstruídas, os caminhões não podem entrar - explicou o comandante dos Bombeiros, Carlos Eduardo Casanova.

Postado por: Felipe Pinheiro

veja também