Após interdições, igrejas evangélicas alegam perseguição em Araguaína

Após interdições, igrejas evangélicas alegam perseguição em Araguaína

Atualizado: Quarta-feira, 30 Outubro de 2013 as 3

IldésioEm Araguaína, norte do Tocantins, um debate público se formou depois que duas igrejas evangélicas foram interditadas por poluição sonora.
 
Gestores da Prefeitura de Araguaína, vereadores, líderes evangélicos e moradores da cidade se reuniram na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (29), para discutir, de um lado, o direito ao culto e de outro, a poluição sonora causada pelas celebrações.
 
Segundo a prefeitura, lei que estabelece que o volume do som não pode ultrapassar 75 decibéis não estava sendo cumprida e por esse motivo os templos foram fechados.
 
Uma possível falta de alvará também foi outro problema apontado pelo Departamento de Postura e Edificações de Araguaína.
 
Na tribuna, o presidente do Conselho de Pastores do município Ildésio Luis Alves (foto), chegou a dizer que as igrejas estão sendo perseguidas pelo órgão público. "Igrejas estão sendo lacradas sem nenhum aviso prévio, casamento está sendo invadido sem nenhum motivo, pregador que prega na rua sendo proibido de pregar. Se isso não for perseguição não existe perseguição".
 
"Não somos contrários à fiscalização e a cobrança de que a lei seja cumprida, porém cada fiscal que tem o seu entendimento ao seu modo interpreta a lei e nos exige algo que causa essas discrepâncias nas ações", argumentou o apóstolo Bueno Júnior.
 
Vereadores argumentam que o impasse só pode ser resolvido com a mudança no código de postura. "Eu acredito que entrando no consenso de adequar a lei o impasse será resolvido", disse a vereadora Rejane Ribeiro.
 
 
com informações do G1
 

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