Apóstolo Alceu Damico fala sobre o Evangelho no Vale do Paraíba

Apóstolo Alceu Damico fala sobre o Evangelho no Vale do Paraíba

Atualizado: Segunda-feira, 15 Dezembro de 2008 as 12

Por Adriana Amorim

No último Café de Pastores da Visão Celular, que aconteceu dia 11 de dezembro, na igreja El Shaddai, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, estiveram presentes líderes do Ministério Internacional da Restauração. Entre eles, o apóstolo Alceu Damico, ungido no último dia 1º de novembro, em congresso na cidade de Brasília.

À frente do ministério Projeto Semear, localizado no Vale do Paraíba, Damico também trabalha na área musical há mais de 20 anos, tendo produzido nomes como Banda Gerde, Rebanhão e Nelson Ned.

Em entrevista ao Portal Guia-me , Damico falou sobre como tem sido falar de Jesus no Vale do Paraíba e definiu o que representa ser um apóstolo.

Guia-me: Apóstolo, conta um pouco sobre a sua experiência musical.

Ap. Alceu Damico: Trabalho na área de discos há mais de 20 anos. Lancei como produtor muitas coisas, desde banda Gerde até Rebanhão. Fiz também o Oficina G3, quando era Cristo Salva, Nelson Ned [...] bem eclético, corais, bandas, muita coisa mesmo.

Tive também um programa de rádio na Imprensa Gospel FM, era o Sintonia Gospel. E por fim a banda Gerde, que além de fundar eu participei por mais de anos. Fundei e participei como backing vocal e pastor. E hoje eles seguem o rumo, porque da Missão é que saiu a nossa igreja, que é o Projeto Semear. E enquanto o Senhor não mandar parar a gente está continuando.

Guia-me: Em quais cidades estão estabelecidas as igrejas do Projeto Semear?

Ap. Alceu Damico: Guaratinguetá, onde estamos centralizados; Cunha; Pindamonhangaba; e várias células em Cachoeira Paulista, e um trabalho extensivo em Taubaté. Estamos nos estendendo em todo o Vale do Paraíba. Em São José dos Campos, nós estaremos ano que vem recomeçando alguns trabalhos, inclusive algumas células. Muita gente do Vale se muda para lá, vamos começar os trabalhos com essas famílias. É uma cidade de muitas indústrias e faculdades.

Guia-me: No dia 1º de novembro, o senhor recebeu a unção de apóstolo. Qual é o papel do apóstolo?

Ap. Alceu Damico: O primordial, que eu tenho visto, diz respeito à fundamentação de igrejas como também à visão séria e correta da doutrina da Palavra do Senhor, da doutrina bíblica. Fundar igrejas, estabelecê-las, não somente no País, mas a nossa visão é em todos os confins da terra. E também lutar para que a sã doutrina seja praticada e respeitada. É realmente uma luta árdua para que a gente viva na santidade da Palavra, na santidade de Cristo Jesus.

Guia-me: Como foi receber a unção de apóstolo?

Ap. ALceu Damico: Para mim foi surpresa, porque eu recebi a comunicação do apóstolo Fábio Abbud dois dias antes da gente começar o curso, que iniciou em uma quarta-feira. Ele me avisou na segunda, na semana do dia 1º. E foi uma surpresa imensa, eu achava que com meu trabalho isso aconteceria daqui há uns três, quatro, cinco anos, mas não tão agora. Foi uma grande surpresa e um grande presente da parte do Senhor nosso Deus.

Guia-me: Qual o propósito desse curso?

Ap. Alceu Damico: Esse curso é um preparatório apostólico. Há um curso preparatório e todo ano tem a reciclagem.

Os que foram indicados e passaram pelo curso, ao final foram ungidos. Eu acredito que foram mais de 80 pessoas consagradas neste ano, inclusive mulheres. O ministério correto, que a gente entende, é o casal. O pastor e a pastora, o apóstolo e a apóstola.

Guia-me: O que diferencia um apóstolo de um discípulo, é o fato de ele estar à frente?

Ap. Alceu Damico: Não, não seria bem isso. Esse é o ponto importante da coisa. Na Visão Celular todo líder é servo, todo líder é discípulo. Então, nós somos assim. Nós sempre estaremos debaixo de uma cobertura.  A nossa cobertura geral é o apóstolo Renê Terra Nova. No estado de São Paulo é o apóstolo Eyrípedes, e na minha regional é o apóstolo Abbud. E eu dou cobertura a outros pastores, é a linhagem, até chegar lá embaixo no discípulo que está começando, que tem a cobertura do líder dele. Este, por sua vez, tem a cobertura de outro líder, depois vem o pastor, este tem a cobertura de um apóstolo e o apóstolo tem a cobertura de outro ou de algum ministério.

No fim, todos são também apóstolos ou pastores, discípulos e servos.

E como é pregar na região do Vale do Paraíba?

Ap. Alceu Damico: Estou na região do Vale do Paraíba por volta de uns dez anos. Eu sou aqui de São Paulo e fui para lá por vontade e direção de Deus. Eu encontro uma grande dificuldade porque estou a 7 km da Basílica de Aparecida. Ao lado, nós temos o centro da renovação carismática, que é a Canção Nova, em Cachoeira Paulista. Em Pinda, nós temos um dos maiores centros místicos de São Paulo, reunidos de Hare Krishna a OVINs. É uma região mística, com muitas faculdades holísticas, de bruxarias. Em Guaratingueta, há alguns quarteirões da nossa igreja, existe uma faculdade de ciências ocultas.

Encontramos muitas dificuldades. São muitas orações, muito jejum. E o que a gente tem percebido? A grande operação de Deus, no sentido de salvação, apesar de todas essas lutas. Mas é realmente um preço alto a ser pago, estamos lá fazendo a obra do Senhor.

Há uma diferença social no Vale? Isso implica no fato de muitas pessoas depositarem sua fé em ensinamentos distante do Evangelho?

Ap. Alceu Damico: É como a própria São Paulo, uma região de contrastes, de gente muito rica, muito poderosa, mas de muita pobreza. Nós temos uma igreja em Cunha que a média econômica é de um salário mínimo, não passa disso. Os melhores remunerados são professores, ganham R$ 800, R$1000. Em contrapartida, existem pessoas em Cunha que vêm de São Paulo, donos de banco, que têm fazendas lá, e políticos de suma importância. Porque é uma região climática, de muitas cachoeiras. É um contraste, isso em todo o Vale. Lorena, por exemplo, é marcada pela criminalidade.   Foto: Getúlio Camargo

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