Assembléia de Deus - MT define apoios para as eleições

Assembléia de Deus - MT define apoios para as eleições

Atualizado: Segunda-feira, 22 Fevereiro de 2010 as 12

A cúpula da Igreja Assembléia de Deus decidiu, em reunião no Grande Templo, em Cuiabá, lançar o vereador várzea-grandense Antonio Cardoso (PR) como pré-candidato ao Senado. Definiu também que o nome da igreja para a Câmara Federal será do já suplente Victório Galli (PMDB), que assumiu a cadeira por duas vezes. O deputado estadual Sebastião Rezende (PR) concorrerá à reeleição como outro representante da Igreja.

A proposta dos três nomes, tendo como novidade a inserção de Cardoso em chapa majoritária, será apresentada ao governador Blairo Maggi até a próxima semana. O problema é que Maggi também concorrerá à senatória. O grupo acha possível e viável o PR lançar os dois, já que vão estar em disputa dois terços das cadeiras, com vencimento dos mandatos da petista Serys Marly e do democrata Gilberto Goellner, que se efetivou no lugar de Jonas Pinheiro, falecido em fevereiro de 2008.

Cerca de 600 pastores e dirigentes dos municípios mato-grossenses estiveram nesta segunda no Grande Templo na abertura da tradicional União de Mocidade da Assembleia de Deus, que reune aproximadamente 14 mil jovens. A cúpula entendeu que o momento seria propício para incluir discussões políticas e estratégias de fortalecimento para as eleições. Os pastores querem impressionar e convencer Maggi e demais líderes do Palácio Paiaguás pelos números. Destacam que a Assembleia de Deus conta hoje no Estado com 160 mil membros e que, portanto, tem cacife para lançar e levar a uma boa votação os três candidatos para cargos diferentes. Engenheiro civil e com base eleitoral em Rondonópolis, Rezende está no segundo mandato e, com respaldo da Igreja, buscará o terceiro. Galli é outro que surpreendeu na votação para federal em 2006. Ficou como primeiro suplente. Num combinado com os titulares da coligação Carlos Bezerra e Wellington Fagundes, ele ocupou cadeira na Câmara por oito meses.

Maggi não deu a mínima para a articulação da Assembleia de Deus que, em reunião de cúpula, decidiu lançar ao Senado o vereador por Várzea Grande Antônio Cardoso, do PR, mesmo partido do governador. Os pastores definiram três nomes como espécie de porta-vozes da Igreja no pleito deste ano: Cardoso (Senado), o peemedebista Victório Galli (para deputado federal) e o já deputado Sebastião Rezende (PR) à reeleição. No caso de Cardoso, não houve o mínimo interesse do PR em animá-lo para entrar na disputa. O que os republicanos querem mesmo é ter Maggi no Congresso Nacional.

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