Ateus americanos vão festejar no dia 21 de maio a volta de Jesus

Ateus americanos vão festejar no dia 21 de maio a volta de Jesus

Atualizado: Segunda-feira, 9 Maio de 2011 as 9:45

Ateus de Oakland (Califórnia), Houston (Texas) e Fort Lauderdale (Flórida) vão se reunir no dia 21 de maio para festejar a volta de Jesus Cristo. Outros grupos de ateus poderão aderir à festividade do fim do mundo.

Com esse encontro, os ateus pretendem ridicularizar uma igreja evangélica, a Radio Family, que tem anunciado em outdoors que nesse dia o filho de Deus voltará à Terra -- será o arrebatamento tão esperado pelos que se consideram puros e serão enviados para o céu.

Na verdade, líderes de várias igrejas têm divulgado para logo o fim dos tempos. Eles só divergem quanto à data. Há quem diga que não será este ano, mas em 12/12/2012. Outros, os cautelosos, se limitam a afirmar que será em “breve”.

Apenas os religiosos fundamentalistas, obviamente, pregam a iminência do fim do mundo. Eles são uma minoria. Mas os ateus perceberam que criticá-los tem o efeito pedagógico de mostrar, segundo eles, o absurdo das crendices religiosas.

Eles também demonstram estar seguindo o conselho de Christopher Hitchens segundo o qual uma das armas da “revolução secular” é o espírito corrosivo da ironia.

Nesta “revolução”, a “guerra” dos outdoors se mantém firme.

Em Oakland, onde fica a sede do televangelista Harold Camping, que é um dos que afirmam que o mundo vai acabar no próximo mês, ateus colocaram um outdoor que diz: “Arrebatamento: Você sabe que é absurdo. Há 2.000 anos esperando que aconteça a qualquer momento.”

Os religiosos contra-atacaram em Nova Jersey. No mesmo local onde os ateus colocaram no Natal de 2010 a mensagem “Deus não existe”, próximo a um túnel, uma igreja pôs um outdoor com a palavra “Deus” envolta por outras como “Jesus”, “Bom”, “Viva”, e “Aquele que te ama”.

O embate entre seculares e religiosos, tendo como disputa o poder de influência na sociedade, está apenas começando nos Estados Unidos, na Europa e países como o Brasil.

Um embate que deve durar décadas. Se o mundo não acabar antes.  

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