Autor de novelas da Record diz que "religião é nociva para a humanidade"

Autor da Record diz que "religião é nociva para a humanidade"

Atualizado: Quinta-feira, 7 Outubro de 2010 as 9:02

O novelista foi membro do Partido Comunista e agora acaba de renovar mais cinco anos de contrato com a TV Record, dá uma entrevista polêmica no programa da TV Cultura.

O programa Provocações recebeu nesta terça-feira (5/10), às 23h, na TV Cultura, o novelista Lauro César Muniz. O autor de sucessos da televisão como "O Salvador da Pátria" e "Roda de Fogo", entre outros sucessos, acaba de renovar mais cinco anos de contrato com a TV Record, do bispo Edir Macedo.

O apresentador Antônio Abujamra já começa a atração na melhor das provocações, que é a sua característica mais aguda, e pergunta: “O que faz mais mal para a humanidade: a religião, os bancos, os meios de comunicação ou o governo?". E Lauro não titubeia: "A religião é o que faz mais mal para a humanidade. Enquanto instituição, a religião traz os elementos mais nocivos. Historicamente, foi o que mais corroeu a humanidade". Ouvindo de Abujamra que ele está diabólico, Muniz responde: "Abu, estou com 73 anos, falo o que eu quero. Depois que vi as estatísticas de que a expectativa de vida hoje é até 73 anos, falo o que me vier na cabeça".

Lauro confirma a frase que disse certa vez, de que a Globo é mais religiosa que a Record. "É verdade. É só analisar o que está no ar atualmente. A Record fez uma novela bíblica, que não é religião. A Globo, ao contrário, está com minisséries e novelas todas voltadas ao espiritismo. Por que será? Eu não sei também". Aliás, sobre sua relação com a TV de Roberto Marinho, ele diz: "Eu sou amado lá. Tanto pelos colegas como pelos atores. Todos querem que eu volte".

Para o novelista, as telenovelas brasileiras precisam de reestruturação urgente. "As novelas estão se esgotando por má qualidade de conteúdo. Estou muito decepcionado com o que tenho visto de uns dez anos para cá. Mas deve haver uma reestruturação, porque a telenovela é a principal programação da tevê aberta".

Questionado sobre a importância da audiência, Lauro é direto: "Acho que cada vez mais confundem audiência com qualidade. Eu vivo dizendo isso há anos: a qualidade de conteúdo nada tem a ver com audiência e vice versa. Mas a televisão busca a audiência, insiste na audiência, só nela".

 

O novelista foi membro do Partido Comunista e agora acaba de renovar mais cinco anos de contrato com a TV Record, dá uma entrevista polêmica no programa da TV Cultura.

O programa Provocações recebeu nesta terça-feira (5/10), às 23h, na TV Cultura, o novelista Lauro César Muniz. O autor de sucessos da televisão como "O Salvador da Pátria" e "Roda de Fogo", entre outros sucessos, acaba de renovar mais cinco anos de contrato com a TV Record, do bispo Edir Macedo.

O apresentador Antônio Abujamra já começa a atração na melhor das provocações, que é a sua característica mais aguda, e pergunta: “O que faz mais mal para a humanidade: a religião, os bancos, os meios de comunicação ou o governo?". E Lauro não titubeia: "A religião é o que faz mais mal para a humanidade. Enquanto instituição, a religião traz os elementos mais nocivos. Historicamente, foi o que mais corroeu a humanidade". Ouvindo de Abujamra que ele está diabólico, Muniz responde: "Abu, estou com 73 anos, falo o que eu quero. Depois que vi as estatísticas de que a expectativa de vida hoje é até 73 anos, falo o que me vier na cabeça".

Lauro confirma a frase que disse certa vez, de que a Globo é mais religiosa que a Record. "É verdade. É só analisar o que está no ar atualmente. A Record fez uma novela bíblica, que não é religião. A Globo, ao contrário, está com minisséries e novelas todas voltadas ao espiritismo. Por que será? Eu não sei também". Aliás, sobre sua relação com a TV de Roberto Marinho, ele diz: "Eu sou amado lá. Tanto pelos colegas como pelos atores. Todos querem que eu volte".

Para o novelista, as telenovelas brasileiras precisam de reestruturação urgente. "As novelas estão se esgotando por má qualidade de conteúdo. Estou muito decepcionado com o que tenho visto de uns dez anos para cá. Mas deve haver uma reestruturação, porque a telenovela é a principal programação da tevê aberta".

Questionado sobre a importância da audiência, Lauro é direto: "Acho que cada vez mais confundem audiência com qualidade. Eu vivo dizendo isso há anos: a qualidade de conteúdo nada tem a ver com audiência e vice versa. Mas a televisão busca a audiência, insiste na audiência, só nela".

 

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