Autoridades britânicas proíbem anúncio de jornal que condena a conduta homossexual

Autoridades britânicas proíbem anúncio de jornal que condena a conduta homossexual

Atualizado: Terça-feira, 6 Janeiro de 2009 as 12

A Secretaria Britânica de Avaliação de Anúncios (SBAA) divulgou norma proibindo uma campanha de anúncios realizada por uma igreja presbiteriana intitulada "A Palavra de Deus é contra a Sodomia", que expressa a condenação da Bíblia à conduta homossexual. A campanha, feita pela Igreja Presbiteriana Sandown Free, apresentava um anúncio que denunciava a conduta indecente da parada gay em Belfast, na Irlanda do Norte, em 2007. De acordo com a igreja, os participantes da parada levavam cartazes insultando Cristo e expunham os órgãos sexuais aos que estavam protestando contra a parada de 2007.

O anúncio, que foi publicado no jornal Belfast Newsletter no começo deste ano, apontava essa conduta, e dizia que a sodomia é uma "abominação" e "o juízo de Deus sobre o pecado". Opinava também que é "uma causa de tristeza que uma parcela da comunidade deseje ser conhecida por uma forma pervertida de sexualidade".

Embora tais declarações sejam meramente uma repetição da condenação da Bíblia ao comportamento homossexual, a SBAA proibiu a futura publicação do anúncio, e decretou que todos os anúncios futuros colocados pela Igreja Presbiteriana Sandown Free teriam de ser submetidos à Secretaria para obter a aprovação antes de serem colocados para publicação.

A SBAA admitiu que o anúncio "representa as convicções de um grupo específico e indica apenas a opinião deles", mas disse que o texto "ia muito além do que a maioria dos leitores provavelmente acharia aceitável". A SBAA também decidiu que o anúncio "deixou alguns leitores ofendidos" e que não deveria ser publicado novamente em sua forma atual. A decisão foi em resposta a queixas feitas anonimamente à SBAA.

O Dr. Ian Paisley, um dos fundadores da Igreja Presbiteriana Sandown Free, disse que a igreja não cumpriria a ordem, ainda que os membros fossem mandados para a cadeia. "Cremos que a Bíblia é a Palavra escrita de Deus - a Palavra infalível, e tem de ser obedecida. Portanto, nós obedeceremos a Deus, e não aos homens, e se tivermos de enfrentar processos judiciais, se tivermos até mesmo de ir para a cadeia por nossa fidelidade nessa questão, então esse é o preço que temos de pagar, e estamos preparados para pagá-lo", disse ele para a imprensa.

O Rev. David McIlveen, pastor da Igreja Presbiteriana Sandown Free, mostrou semelhante resistência. "Como igreja permanecemos firmes em nossa convicção de que é melhor obedecer a Deus e não aos homens, e que nenhum conselho de homens e mulheres pode alterar, diluir ou eliminar convicções sinceras que são autorizadas pela Bíblia", escreveu ele numa declaração recente publicada no Belfast Newsletter (http://www.newsletter.co.uk/news/Statement-by-Rev-David-McIlveen.4755493.jp ).

"Nunca foi nossa intenção deliberadamente ofender alguém, mas não podemos negar que o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, por sua própria natureza, será uma fonte de ofensa aos que se rebelam contra sua mensagem e por sua vez desprezam seus mensageiros", continuou ele. "Vemos como interferência indevida nos assuntos da igreja a ordem das autoridades instruindo a liderança da nossa igreja a buscar o conselho da SBAA antes de ‘publicarmos futuro material de anúncio’. É totalmente inaceitável que alguma igreja tenha de buscar a aprovação de um órgão não cristão para publicar folhetos evangelísticos que são baseados na Palavra de Deus. Isso nós não podemos fazer e não faremos".

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