Bagdá quer proteção para os cristãos

Bagdá quer proteção para os cristãos

Atualizado: Quarta-feira, 16 Junho de 2010 as 8:23

Os cristãos do Iraque estão sob ataque. O Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU) estima que depois da invasão do Iraque em 2003 pelos EUA, mais da metade dos 1,4 milhão dos cristãos fugiu do país. Os cristãos têm sido alvos de assassinatos e atentados no país predominantemente muçulmano, ao longo dos últimos sete anos. Uma igreja em Mosul foi atacada 20 vezes. Cerca de cinco mil cristãos fugiram da capital provincial na última onda de atentados que começou no final de 2009 e continuou no início deste ano. Pelo menos uma dúzia de cristãos foi morta. Uma onda de violência tem sido dirigida contra os cristãos, e começou com o atentado da Al-Qaeda em igrejas em Bagdá e Mosul em 2004. Ela foi seguida por assassinatos xiitas e ataques que visam lojas, um negócio dominado por cristãos. "Em cada um desses ciclos de morte e intimidação, perdemos milhares de cristãos na Jordânia, Síria, Europa e América. Em resposta, a Câmara aprovou uma resolução neste ano pedindo ao governo americano e às Nações Unidas para melhorar a segurança nos locais de culto, especialmente onde os membros dos grupos vulneráveis e das comunidades religiosas minoritárias são conhecidos por estar em risco", diz William Warda, um cristão de direitos humanos em Bagdá. O embaixador Christopher Hill disse que a violência anti-cristã era, em última análise, uma questão para o Iraque resolver. No entanto, o governo americano deve exercer pressão sobre Bagdá para proteger os cristãos e outras minorias religiosas.

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