Barack Obama perde aprovação nos países muçulmanos

Barack Obama perde aprovação nos países muçulmanos

Atualizado: Terça-feira, 22 Junho de 2010 as 2:36

A confiança do presidente Obama diminuiu em países de maioria Muçulmana no último ano, disse um novo informe de Pew Research Center.

A pontuação do presidente dos EUA, baseada na confiança de que haverá a coisa certa em assuntos mundiais, caiu em até 10 por cento na Turquia desde 2009 até 2010, de acordo com a Pesquisa da Pew de Atitudes Globais realizada em 22 países. Das 22 nações pesquisadas, seis tinham uma população predominantemente Muçulmana: Turquia, Egito, Jordânia, Líbano, Paquistão e Indonésia.

Quando somente foi perguntado aos Muçulmanos nos seis países, no nível de confiança em Obama caiu ainda mais dramaticamente. A porcentagem de Muçulmanos que expressam confiança no presidente de EUA, reduziu de 41 a 31 por cento no Egito e de 45 por cento até 35 por cento no Líbano durante o último ano.

Em comparação, 33 por cento da população total nos seis países do Egito expressou sua confiança em Obama igual aos 43 por cento em Líbano.

Na Indonésia, onde Obama passou parte de sua infância, a popularidade do presidente entre os Muçulmanos baixou de 70 a 65 por cento. A indonésia foi o único país predominantemente Muçulmano pesquisado, onde a maioria dos Muçulmanos ainda expressou sua confiança em Obama.

A baixa audiência veio com pouco de surpresa, dado o esforço de Obama de melhorar as relações com as nações Muçulmanas.

No ano passado, Obama deu discursos ante ao mundo Muçulmano em Ancara, Turquia e Cairo, Egito. Em seu discurso em Ancara, Obama disse que os Estados Unidos "não estão e não estarão em guerra com o Islã." Assim mesmo, elogiou a fé islâmica para dar uma melhor forma ao mundo. Logo o discurso em Cairo em junho passado, Obama elogiou o Islã por sua tradição de tolerância.

O presidente tem sido criticado por sua estratégia de ser suave no trato com o mundo Muçulmano. Sabatina James, uma Muçulmana convertida ao Cristianismo que agora é uma ativista de destaque de direitos na Europa, criticou Obama por não falar em favor dos Cristãos perseguidos em seu discurso no Cairo.

"Você (o presidente Obama) disse estas coisas sobre o profeta [Muhammad], mas por que não proteger os Cristãos?" James se perguntou enquanto via o discurso de Obama em Cairo no ano passado.

"Tinha que haver dito que sente pelas pessoas que vivem nas prisões e que de alguma maneira poderiam estar escutando o discurso," disse. "Inclusive se tivesse dito algo assim teria sido bom. Mas nem sequer mencionou."

James passou os últimos nove anos vivendo na clandestinidade, ou sob a proteção policial por ameaças de morte por deixar o Islã. Ela suportou que o atual diálogo dos EUA com os países Islâmicos não está funcionando e não ajuda as minorias religiosas nos países Muçulmanos.

Obama tem procurado ser mais amigável nos tratos com o mundo Islâmico que o seu predecessor.

Mas a pesquisa do Pew Center mostra que ele não está tendo muito êxito estatístico.

Os conflitos no Oriente Médio parecem colocar as nações árabes ainda mais em desacordo com o presidente dos EUA.

Em todos os seis países predominantemente Muçulmanos, a maioria da população desaprova a gestão de Obama das zonas de guerra no Iraque e Afeganistão, assim como o Irã e o conflito palestino.

Oitenta e quatro por cento da população da Jordânia desaprova gestão de Obama do Irã eo conflito entre israelenses e palestinos.

O Pew Research Center mostrou o relatório, no entanto, que a preocupação sobre a manipulação do presidente do Afeganistão e outros conflitos no Oriente Médio não se limitam aos países árabes. Há níveis elevados de preocupação em países como a China (41 por cento), Japão (46 por cento) e Brasil (49 por cento) no tratamento de Obama para o conflito palestino.

Apesar de suas avaliações negativas nos países predominantemente Muçulmanos, Obama é popular em outras partes do mundo. A maioria da população nos países ocidentais, com poucas exceções, acreditam que Obama vai fazer a coisa certa no mundo dos negócios.

Nos Estados Unidos, o nível de confiança de que Obama irá fazer a coisa certa caiu de 74 por cento em 2009 para 65 por cento em 2010.

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