Bispo e pastores da IURD visitam municípios alagoanos devastados pelas chuvas

Bispo e pastores da IURD visitam municípios alagoanos devastados pelas chuvas

Atualizado: Quarta-feira, 30 Junho de 2010 as 8:10

O sol brilhou, mesmo que tímido, em Maceió, capital de Alagoas, no sábado último (26). Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, sob o comando do bispo Sérgio Correa - responsável pelo trabalho evangelístico da IURD em Alagoas –, e voluntários da Força Jovem e do A Gente da Comunidade aproveitaram o tempo aberto para encher um caminhão com roupas, alimentos, água potável e outros mantimentos e se dirigiram a Murici (a 44 quilômetros de Maceió), um dos 28 municípios do estado destruídos pelas fortes chuvas que atingem a região Nordeste desde 18 de junho.

O rompimento da barragem de Bom Conselho (PE) fez o Rio Mundaú transbordar, e as águas arrastaram o único cartório da cidade, escolas, casas, estabelecimentos comerciais, veículos, animais, sonhos e vidas.  Sofrimento que, de acordo com o bispo Sérgio, deve fazer parte apenas de um passado triste. "O tempo agora é de reconstrução. Deus nos deu dois olhos e os colocou na frente da nossa face. Não podemos ficar olhando para trás. Temos que seguir em frente, lutar com fé e determinação", destacava ele, enquanto caminhava até o Ginásio Poliesportivo Olavo Calheiros, local que serve de abrigo para 300 famílias.

Separadas por lençóis, as famílias dividem as doações, os dois banheiros, a luta contra a falta de água, o sofrimento das crianças resfriadas e com feridas pelo corpo e o desespero por não ver, após uma semana da tragédia, nenhum trabalho de reconstrução da cidade. Há dias em que, segundo as vítimas, a única alimentação é a sopa distribuída diariamente pela Defesa Civil Estadual. "Aqui, as maiores carências são de água potável, produtos de higiene pessoal, medicamentos e colchões", avaliou o tenente-coronel Cristiano Pinto Sampaio, Comandante Geral do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz).

A chegada do caminhão da IURD carregado de donativos provocou uma grande fila em frente ao ginásio da cidade. Eram homens, mulheres e crianças em busca de mantimentos e de uma palavra de fé. Algumas recebiam ajuda pela primeira vez desde a tragédia. "Perdi tudo o que tinha. Não sei o que fazer", dizia, entre lágrimas, Cícero da Silva, emocionado ao receber uma cesta básica. Uma emoção compartilhada com Geane Silva, mãe de três filhos e grávida de 9 meses. "Estou muito feliz. Parece que a esperança se renova", confessou.

Para o bispo, esse é também o papel da Igreja. "Unidos pela fé e pelo amor que está dentro da Igreja Universal, viemos aqui ajudar as pessoas que estão sofrendo, chorando. Ao mesmo tempo reforçamos nosso apelo para que todos, independentemente de religião, procurem uma Igreja Universal e façam suas doações. No próximo sábado estaremos em União dos Palmares, levando os donativos diretamente nas mãos de quem precisa", antecipou.

Por: Cristiane Calaça

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