Bispo Gê conta como PL 122 foi aprovado na Câmara

Bispo Gê conta como PL 122 foi aprovado na Câmara

Atualizado: Terça-feira, 2 Dezembro de 2008 as 12

    "O PLC 122/2006 passou na calada da noite do dia 25 de novembro de 2006, quando a legislatura 2002/2006 estava praticamente encerrada", esse é o alerta do Bispo Geraldo Tenunta (DEM), deputado federal suplente. O grande risco é que aconteça o mesmo no Senado e o projeto se transforme em lei mais rápido do que se espera. "A aprovação foi possível graças a um acordo entre os partidos e o PLC 122 passou sem votação em Plenário".   Bispo Gê lembra que quando assumiu, em fevereiro de 2007, o PLC 122 já havia passado. "Não houve omissão da bancada evangélica. Aliás, houve uma única. Durante um ano, o projeto esteve nas mãos de um deputado evangélico que o devolveu sem dar um parecer", denuncia. "Eu não vou dizer o nome dele, mas não é difícil encontrar".   O bispo da igreja Renascer em Cristo concorda que toda minoria deve ser preservada em relação ao preconceito. "Mas ninguém pode se prevalecer daquilo que é como pessoa. A Constituição nos protege. O homossexual vai se tornar um super-ser, um intocável. Isso é um absurdo".   Tenuta ressalta ainda a severidade exagerada da punição aos chamados "atos de homofobia". "A punição é muito violenta. Para se ter uma idéia, quem insultar um homossexual pode ser preso em flagrante e ter uma pena semelhante a de quem comete um infanticídio", analisa. "O PL 122 prevê mais punição do que qualquer outro crime no Brasil. A pessoa pode perder a sua vida por um insulto. Deve haver leis que punam os insultos, aliás, já há, mas essa fere a liberdade de expresão e a liberdade religiosa".   O Bispo Gê deve voltar à Câmara em janeiro de 2009 e sua principal missão será trabalhar num outro projeto de lei que visa a proteger as igrejas dos excessos do PL 122.

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