Bispo Gê critica aborto e defende direito de nascituros à vida

Bispo Gê critica aborto e defende direito de nascituros à vida

Atualizado: Quinta-feira, 19 Março de 2009 as 12

Gê Tenuta: "A liberdade de escolha e outros argumentos são usados para justificar cruéis assassinatos que reduzem a vida a sua dimensão física"

Indicado para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisará casos de aborto no Brasil, o deputado Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) ressaltou no dia 11 de março que, em mais de 100 países, não há qualquer tipo de proteção aos nascituros. Ao citar dados de pesquisas sobre o aborto, ele destacou que são realizados 150 milhões procedimentos cirúrgicos desse tipo no mundo, a cada ano. Desde 1960, disse, "já teriam sido mortos aproximadamente 2 bilhões de fetos". Somados aos abortos químicos - feitos sem intervenção cirúrgica - o número chegaria a 4,5 bilhões, segundo entidades que tratam do assunto.

Na opinião do deputado, que é pastor evangélico, a África do Sul aprovou a "pior lei sobre aborto que existe no mundo" na década de 90. Ele esclareceu que a legislação sulafricana prevê 10 anos de prisão para quem impedir a realização de um aborto. Segundo Tenuta, também a China lidera o ranking dessa prática, com a morte de 200 milhões de nascituros entre 1975 e 1995, por incentivo da Federação das Mulheres, entidade ligada ao governo comunista.

"A vida humana parece ter perdido seu valor. A liberdade de escolha e outros argumentos são usados para justificar cruéis assassinatos que reduzem a vida a sua dimensão física", resumiu. Na opinião do deputado, o ser humano é livre, mas qualquer decisão é suficiente para responsabilizar aquele que a tomou. "Além disso, ninguém pode tomar decisões por outros, especialmente por aqueles que têm o direito de viver", disse.

Ingerência

O parlamentar também defendeu o fim da ingerência internacional nos países em desenvolvimento. Segundo ele, o argumento de que o aborto será uma solução para a desigualdade social ou para a pobreza é falso, pois houve grandes avanços na agricultura e na estocagem de alimentos. Bispo Gê Tenuta disse que o "imperialismo contraceptivo" exercido pelos países mais poderosos traduz o receio das nações ricas de que os povos em desenvolvimento solucionem seus problemas rapidamente e sem dependência de outros países. Para ele, o aborto não minimiza os problemas sociais no Brasil e "não pode ser defendido por quem espera ética, responsabilidade e respeito à vida das novas gerações".

O deputado lamentou que pareça "estar se legitimando o discurso de autoridades em favor da descriminalização do aborto". Segundo ele, o governo não pode tratar o assunto de modo apenas técnico, e a questão de saúde pública não deve servir de desculpa para um discurso "contrário à vida". Bispo Gê Tenuta defendeu o "caráter sagrado do direito daqueles que ainda não nasceram".

Escrito por: Gilberto Nascimento - Câmara dos Deputados

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