Bispo Rodovalho entrevista juiz que anulou casamento gay

Bispo Rodovalho entrevista juiz que anulou casamento gay

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2011 as 1:32

Temos acompanhado o desenrolar dos fatos acerca da decisão do juiz Dr. Jerônymo Pedro Villas Boas, de Goiás. O magistrado cancelou recentemente o registro do casamento de um casal homossexual porque havia falhas processuais, pois os ritos exigidos para casais heterossexuais não foram cumpridos. “Para se estabelecer um casamento com a definição do regime jurídico, é preciso cumprir os ritos. O casal não o fez e o contrato não era apenas uma declaração de união, mas um casamento” explicou Villas Boas na ocasião.

Na quarta-feira passada, 22, o juiz foi recebido no Plenário 1 da Câmara dos Deputados para receber uma “Moção de Apoio e Aplauso” das Frentes Parlamentares, Evangélica e da Família, com o apoio do Fenasp, Fórum Nacional de Ação Social e Política. Os deputados federais João Campos, Anthony Garotinho, Roberto de Lucena entre outros e o presidente do Fenasp, pastor Wilton Acosta, conduziram a solenidade e reiteraram seu total apoio ao excelentíssimo juiz, que demosntrou firmeza e coragem ao decidir pela Constituição Federal e os valores da Família, garantidos pela Carta Cidadã, ela “Declara no artigo 16 que se constitui família o núcleo formado entre homem e mulher. E dá a esse núcleo uma proteção especial como célula básica da sociedade. Família é aquele núcleo capaz de gerar prole”, completa.

Para o juiz, a união estável de pessoas de mesmo sexo contraria esse conceito constitucional. Na opinião dele, casais gays não teriam como constituir nem família nem estado. “Se você fizer um experimento, levando para uma ilha do Pacífico dez homossexuais e ali eles fundarem um Estado, sob a bandeira gay, e tentarem se perpetuar como Estado, eu acredito que esse Estado não subsistiria por mais de uma geração”, argumenta.

Mineiro de Uberaba, 45 anos, casado, pai de dois filhos e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jerônymo Villas Boas é juiz há 20 anos e diz que se baseou na lei para tomar sua decisão. “O que neste ato pretenderam os dois declarantes é obter a proteção do Estado como entidade familiar. Os efeitos jurídicos que se extrairia disso são efeitos jurídicos de proteção da família. Eles não são uma família”, afirma.

Deus levanta o Daniel que cada geração necessita. A igreja de Jesus Cristo, independentemente de denominação precisa orar e interceder pela vida deste homem, que colocou a Constituição Brasileira e seus princípios morais acima de toda e qualquer retaliação que possa vir a sofrer. Na reunião de quarta com os parlamentares ele denunciou as ameaças que ele e sua família vem sofrendo. A mídia nacional tem focado no fato dele ser cristão, pastor evangélico, em detrimento da própria constituição federal, que foi o que norteou sua decisão. O bispo Rodovalho entrevistou o juiz e em breve essa entrevista será veiculada.  

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