Câmara Federal presta homenagem a IPB

Câmara Federal presta homenagem a IPB

Atualizado: Quarta-feira, 19 Agosto de 2009 as 12

Foi realizada na manhã do dia 14 de agosto uma sessão solene na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), por ocasião do Sesquicentenário da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O rev. Roberto Brasileiro esteve presente e, em seu discurso, agradeceu a homenagem: "A todos que assistem à TV Câmara, a Igreja Presbiteriana do Brasil gostaria de reafirmar que a graça, a verdade, a justiça e a paz devem ser ideais para as nossas vidas. E que a liberdade que o Senhor nos dá, em um País laico como o Brasil, possa ser sempre exercida por todos nós. Lutamos para que o ideário da liberdade religiosa cada vez mais seja praticada nas nossas vidas".

Durante o evento, o deputado Guilherme Campos (DEM-SP) ressaltou que as origens históricas do presbiterianismo remontam aos primórdios da reforma protestante e tem em João Calvino o seu mais importante fundador. Segundo Campos, atualmente existem no Brasil várias denominações de origem reformada ou calvinista. A maior e mais antiga do País é a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Guilherme Campos, juntamente com os deputados Jofran Frejat (PR-DF), Henrique Afonso (PT-AC), Leonardo Quintão (PMDB-MG) e Lincoln Portela (PR-MG), foram autores do requerimento para a realização da homenagem.

Campos lembrou que os primeiros calvinistas chegaram ao Brasil em março de 1557, quando realizaram o primeiro culto protestante no País. No entanto, observou que essa tentativa de introdução do calvinismo no Brasil não logrou êxito. Somente com a chegada do reverendo Ashbel Green Simonton ao Rio de Janeiro, em 12 de agosto de 1859, é que o presbiterianismo foi implantado entre os brasileiros.

Leonardo Quintão ressaltou que hoje os presbiterianos têm quase 5 mil congregações e 500 obras sociais em todo o Brasil, onde centenas de milhares de pessoas são beneficiadas pela obra social e têm a oportunidade de conhecer a Bíblia.

Em mensagem lida pelo deputado Jofran Frejat, o presidente Michel Temer observou que Simonton constatou que, da estada dos protestantes franceses e holandeses no Brasil, ao longo do período colonial, restavam poucos sinais das práticas e costumes religiosos do protestantismo, que os grupos rarefeitos de ingleses e alemães tentavam manter nos templos que haviam erigido. As reuniões, no entanto, destinavam-se apenas à oração.

"Seria preciso, assim, começar do zero, inevitavelmente. Mas Simonton viera disposto ao cumprimento da missão, e, por mais árdua que fosse, o momento não lhe parecia de todo inadequado. Ao contrário: a liberdade religiosa era tema que ganhava adeptos, inclusive entre as autoridades do Império", disse.

Também discursaram durante a homenagem os deputados Silas Brasileiro (PMDB-MG) e Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE).

Postado por: Felipe Pinheiro

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