Candidatos entram na disputa brigando pela atenção dos eleitores evangélicos

No RJ, candidatos a prefeitura miram em votos evangélicos

Atualizado: Terça-feira, 20 Março de 2012 as 10:13

Os candidatos escolhidos por seus partidos para disputarem as eleições municipais no Rio de Janeiro começam a montar suas estratégias de campanha de olhos nos votos vindos do eleitorado evangélico.

Em busca da reeleição, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) encontrou em seu amplo arco de alianças os apoios necessários para o diálogo com as igrejas evangélicas. Um dos 15 partidos que integram a coligação, o PRB de Crivella, agora ministro da Pesca no governo Dilma, é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

Aliado do peemedebista, o PSD conta com um time de grande influência neste segmento religioso. Entre os quadros da sigla estão os deputados estaduais Samuel Malafaia (ex-PR) - irmão do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo - e Marcos Soares (ex-PDT) - filho do pastor R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça. O partido tem ainda o deputado estadual Fábio Silva (ex-PR) - filho do empresário Francisco Silva, dono da Rádio Melodia, uma das maiores na área gospel - e o deputado federal Arolde de Oliveira (ex-DEM), dono da Rádio El Shaddai.

Segundo a Agência O Globo, conquistar apoios que tenham inserção entre evangélicos também é a tática do deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato do PSOL. Para isso, o socialista diz manter conversas com a ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada à Presidência em 2010.

Na análise do cientista político Cesar Romero Jacob, autor do "Atlas da Filiação Religiosa",não se pode precisar o número de eleitores evangélicos no Rio porque o Tribunal Regional Eleitoral não tem cadastro com este tipo de informação. Mas, dados do Censo de 2000 mostram que 11,3% da população da capital, de quase seis milhões à época, incluindo crianças e idosos, eram dos chamados evangélicos pentecostais, como os Igreja Universal e da Assembleia de Deus. Outros 5% eram dos chamados evangélicos históricos, como os os presbiterianos, luteranos e metodistas.

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