Carlinhos Félix: "Temos que estar próximos do coração de Deus"

Carlinhos Félix: "Temos que estar próximos do coração de Deus"

Atualizado: Terça-feira, 12 Abril de 2011 as 4:32

Sensibilidade, bom senso e espontaneidade. Foram essas características que marcaram a apresentação de Carlinhos Félix, no último domingo, 10/04, na Igreja Batista Monte Castelo, em Fortaleza (CE). Além de se apresentar com músicas novas e antigas, bem conhecidas pelo público, o cantor também ficou responsável pela pregação da noite.

Um fato que pode ter chamado a atenção de muitos que compareceram ao culto deste domingo na IBMC, foi o repertório de Carlinhos apresentado na ocasião. O músico foi além de seu próprio repertório e priorizou criar um momento agradável de louvor, mesclando composições de sua autoria e diversas outras como, "Primeiro Amor", "Marca da Promessa", "Reina Em Mim", "Basta Querer", entre várias outras.

Ao ser questionado pelo fato que na opinião de muitos seria no mínimo curioso, o cantor explicou que é necessário que o músico cristão tenha bom senso e saiba escolher o seu repertório para as apresentações, não simplesmente para mostrar o seu trabalho, mas sim para conduzir o momento segundo o coração de Deus.

"Eu acho que a gente tem que ter 'feeling' - a gente sabe o que é isso, mas tem muita gente que não sabe... que pensa que é uma música (risos) -, a gente tem que ter sentimento, a gente tem que conhecer e saber em primeiro lugar qual é o interesse de Deus. Digo isso, porque quando fazemos um culto e conduzimos a igreja nesse momento, temos que ter a sensibilidade para a gente levar as pessoas em um caminho que agrade o coração de Deus. Para entender isso, precisamos estar próximos do coração de Deus", disse.

Continuando a falar sobre a necessidade de caminhar com Deus e buscar intimidade com Ele, Carlinhos Félix lembrou que tal sensibilidade tão importante no ministério de louvor não chega de repente, como "uma luz que vem do alto", mas sim se desenvolve no caminhar com Cristo e reforçou qual é a real função da música na Igreja.

"Isso não é uma coisa sobrenatural, de outro mundo, a gente ganha isso do Senhor, pela aproximação, pelo conhecer e quando se faz isso - caminhamos nesse sentido, no culto - atraímos a presença dEle. Música na Igreja é simplesmente para atrair a presença de Deus para o ambiente em que nós estamos. Tem gente que pensa que essa arte é só um entretenimento para fazer as pessoas cantarem, bater palmas, para que todos fiquem alegres. Não é nada disso. Independente do ritmo, se é um xote, um rock'n roll, uma balada, um 'reteté gospel', o foco é atrair a presença de Deus e para poder atrai-lo, não podemos tocar simplesmente o que quisermos", salientou.

Falando sobre a ansiedade que atinge muito músicos cristãos em relação às vendas de seus CD's, o experiente cantor citou a Bíblia para lembrar que a fé essencial, nesse e em todos os outros setores da vida.

"Não estamos aqui para fazer comércio, para vender, para fazer um 'outdoor', mostrar as coisas do nosso material. Isso é consequência. Eu até falei em um momento do culto: é tão legal quando a gente diz assim 'Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará'. Se cremos nisso, nesse milagre, nós estamos aqui pra viver, as pessoas vão comprar, vão querer levar os CD's para casa. A gente tem que aprender isso", lembrou.

Por João Neto - www.guiame.com.br

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