Cenáculo do Espírito Santo em São Paulo tem consagração especial

Edir Macedo dedica mensagem as crianças e aos dizímistas

Atualizado: Terça-feira, 7 Fevereiro de 2012 as 1:04

Quem acompanhou a Reunião do Encontro com Deus do último domingo (5), às 9h30, no Cenáculo do Espírito Santo de Santo Amaro, em São Paulo, notou que ela foi diferente daquelas que os membros da Igreja Universal estão acostumados a participar. No encontro, transmitido pela Rede Aleluia e IURD TV, o bispo Edir Macedo fez uma consagração especial para os dizimistas e às crianças. Diante de um templo lotado, ele levantou questões que merecem a reflexão de todos.

O bispo começou falando sobre os símbolos que mais representam o cristianismo: o sangue e a cruz. Destacou a relação dos cristãos com o sacrifício de Jesus Cristo, que derramou seu sangue para nos salvar: “Aquele sangue é que faz você ser livre, mas você também tem que dar o seu sangue. Tem que fazer a sua parte diariamente. Do contrário, de nada vai adiantar.” E comentou o exemplo de pessoas que vão à Igreja e manifestam demônios seguidas vezes: “Isso acontece, pois elas recebem o sacrifício de Jesus, mas não sacrificam.”

Seguindo sua linha de pensamento, ele questionou se alguém conhecia algum judeu que era pobre ou sem bênçãos. Diante do silêncio da plateia, ele falou: “Se você observar, os judeus e seus filhos são abençoados, pois seguem a lei de Moisés desde o seu princípio. Eles têm a Palavra de Deus como instrumento. Ao nascer, são tratados de forma especial: são consagrados a Deus.”     

A apresentação do Senhor Jesus

O bispo leu uma passagem entre os versos 1 e 5 do capítulo 12 do livro de Levítico, onde é explicado o que se deve fazer quando nasce uma criança: “Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver o seu parto e der à luz um menino, será imunda sete dias; como nos dias da impureza da sua enfermidade imunda (como nos dias da sua menstruação). Ao oitavo dia, a carne de prepúcio do menino será circuncidada. Ela permanecerá trinta e três dias no sangue de sua purificação; em nenhuma coisa sagrada tocará, nem entrará no santuário, até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se der à luz uma menina, será imunda duas semanas, como na sua impureza; e permanecerá sessenta e seis dias no sangue da purificação.”

Depois disso, o bispo Edir Macedo contou que os judeus ofertavam a Deus um cordeiro. Aqueles que não podiam, davam um pombinho ou uma rola. Citando Lucas 2:22, o bispo explicou: “Passados os dias da purificação deles, segundo a lei de Moisés, levaram Jesus para ser apresentado ao Senhor. Todos tinham que sacrificar, tanto pobres quanto ricos, pois o primogênito consagrado ao Senhor representa o primeiro filho de Deus: Jesus. E como o primeiro filho do homem, nós temos uma série de símbolos bíblicos que falam de dízimo e sacrifício. O dízimo não é para você pegar os primeiros 10% do seu salário e colocar no altar.”

Para esclarecer sobre o assunto, ele fez uma analogia a respeito do aniversário de um ente querido: “É a mesma coisa quando você dá um presente para alguém. Quem recebe um agrado de aniversário não fica adorando o presente, mas avalia a consideração, o amor da oferta. Deus não está olhando para o dinheiro ou sua oferta no altar. Deus olha para a fé do ofertante.”

Abusos na infância

O bispo também falou sobre a quantidade de casos de mulheres que são abusadas na infância e que apresentam problemas por terem sido atacadas por familiares ou adultos próximos e têm sido destruídas quase no início de suas vidas. A maioria dos casos atendidos na IURD TV são de moças ou senhoras que vêm oprimidas e perturbadas. “Quando crianças foram abusadas sexualmente por algum adulto próximo e ficam marcadas, como que carimbadas, para sofrer pelo resto da vida. Vamos trabalhar para mudar essa história das pessoas que seguem a fé cristã. Você vai ter uma ideia do que nós vamos fazer. Nós temos consagrado as crianças, mas, a partir de hoje, nós vamos fazer algo similar ao que era feito no passado.”

Consagração dos pequeninos
Muitas pessoas se dirigiram ao altar assim que o bispo começou a orar. Um exemplo foi a funcionária pública Patrícia Nepomucemo, de 29 anos, que estava com seu filho Alessandro, de apenas 2 meses. Ela conta que, apesar do marido ser evangélico, tinha muito preconceito em relação à IURD. “Meus sogros sempre falavam muito a respeito, mas eu tinha receio. Eu cresci em uma família católica e foi um choque ouvir o bispo Edir Macedo explicar sem rodeios as amarras do catolicismo. Hoje ouvi e fui esclarecida sobre as diferenças entre batizar na igreja católica e a consagração.”

Patrícia pretende continuar frequentando a Igreja Universal e absorver cada vez mais da Palavra. Ela quer passar isso para o filho. “Agora entendo o papel que os pais representam na vida do filho e o caminho bom que ele pode seguir, pois nós temos o poder de abençoá-lo. Eu estava acostumada com uma visão muito diferente e fiquei muito emocionada com a experiência surpreendente que estou tendo na IURD”, afirmou.

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