Centro Legal Cristão critica propaganda pró-aborto

Centro Legal Cristão critica propaganda pró-aborto

Atualizado: Sexta-feira, 21 Maio de 2010 as 10:29

O Centro Legal Cristão (CLC) condenou os planos da rede de clínicas especializada em abortos Marie Stopes. Ela pretende veicular a primeira propaganda para os serviços de aborto na TV.

A propaganda está prevista para ir ao ar no Canal 4 na GMT, no dia 24 de maio. O anúncio tem como mote a pergunta "Você está atrasada?", fazendo referência às mulheres que estão com a menstruação atrasada e suspeitam estar grávidas.

O comercial faz parte de uma ampla campanha "para enfrentar o tabu do aborto". No entanto, grupos cristãos estudam medidas legais para impedir a transmissão do anúncio.

Enquanto as clínicas de aborto comerciais estão proibidas de fazer publicidade na televisão pela Comissão de Broadcast Advertising Practice, a proibição não abrange as teoricamente "não-lucrativas", como é o caso de Marie Stopes. Um novo projeto deverá entrar em vigor em setembro. Ele afirma que “as propagandas para serviços comerciais de concepção pós-aconselhamento e aconselhamento individual sobre os problemas pessoais não são aceitáveis".

A diretora do Centro Legal Cristão, Andrea Minichiello-Williams, disse que o planejamento familiar é uma indústria multimilionária que não deve ser ajudada pela publicidade da TV. "Permitir a difusão de publicidade de serviços que fazem referência ao aborto é, na verdade, permitir a promoção de exploração desses serviços, e não o interesse da saúde ou bem-estar psicológico das mulheres", revela.

Integrantes da sociedade estão se dizem preocupados com a autorização do anúncio, pois ele será veiculado em suas salas de estar, especialmente pelo horário de 10h10, quando muitos adolescentes estarão assistindo.

"A noção de que a destruição da vida humana pode ser anunciada livremente na TV como um serviço ao público é ultrajante. Vamos fazer tudo para impedir", explica Andrea.

Cerca de 200 mil abortos são feitos no Reino Unido a cada ano. Marie Stopes ganha cerca de R$ 30 milhões por ano para a realização de abortos.

"O aborto não é um serviço do consumidor. Apresentá-lo como tal é um desrespeito à vida. É altamente enganoso e prejudicial para as mulheres, que podem ser influenciadas a tomar uma decisão de forma precipitada e irreversível", conclui.

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