China reforça seu controle na educação de crianças em idade escolar

Células do Partido Comunista Chinês serão criadas para supervisionar a direção das escolas e até contratar professores.

Fonte: Guiame, com informações de Portas AbertasAtualizado: sexta-feira, 18 de março de 2022 15:32
Alunos chineses de área rural serão obrigados a aprender mandarim, seguindo padrões do Partido Comunista. (Foto: Portas Abertas)
Alunos chineses de área rural serão obrigados a aprender mandarim, seguindo padrões do Partido Comunista. (Foto: Portas Abertas)

Os estudantes na China não vão à escola para se prepararem para carreiras futuras, mas para serem educados “para o Partido e para o País”, conforme rege o documento, que deve ser colocado em prática “imediatamente”. 

Agora, há novas medidas estabelecendo como a linha de comando nas escolas primárias e secundárias deve ser. Com a criação de “células do partido” em cada escola, haverá primeiro um “ensaio”, de acordo com o governo.

Os administradores das escolas deverão se reportar diretamente ao Partido Comunista da China. As células serão responsáveis pela supervisão do ambiente escolar.

Como será o controle nas escolas?

Além de supervisionar, os integrantes das células deverão também definir a direção e até contratar professores. 

A orientação para esse novo formato escolar está no pensamento de Xi Jinping sobre o socialismo. “Isso realmente se encaixa em um padrão de longa data de educação ‘patriótica’, ou ‘doutrinação’, que estamos vendo”, disse um analista de perseguição da Portas Abertas. 

Outro exemplo de como o governo da China visa “modelar cidadãos desde a pré-escola” é o plano “As crianças falam em uníssono” que foi introduzido em julho do ano passado. 

O plano visa tornar o ensino da língua chinesa — o mandarim — obrigatório nas pré-escolas, particularmente nas áreas étnicas e rurais onde as línguas minoritárias são faladas. 


Escolas bíblicas ainda funcionam de forma clandestina em algumas regiões da China. (Foto: Portas Abertas)

China contra o cristianismo

O governo ditador chinês tem “desestimulado” a prática do cristianismo através de fortes sanções ao cidadão que se declara cristão publicamente. 

A forma contundente e determinada demonstradas pelo governo chinês em desmantelar os direitos das minorias, indica que a China não quer nada menos do que mudar a forma institucional de um estado de muitas nacionalidades para “uma nação” que consiste essencialmente em “um povo”. 

Em 1º de março, foi instituída uma lei que proíbe os cultos e reuniões religiosas online e o compartilhamento de dados religiosos por redes sociais ou outra forma de comunicação.  

Ocupando o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, a China está entre os países onde é mais difícil viver como cristão. A cada dia pode-se observar a deterioração na liberdade dos cristãos.

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