Cientistas ateus rejeitam evidências com "sabor teísta"

Cientistas ateus rejeitam evidências com "sabor teísta"

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 9:41

Alguns comentadores tem o hábito de dizer que se a Criação fosse assim tão óbvia, então os “cientistas” haveriam de subscrevê-la. Isso assume tantas coisas erradas que nem sei por onde começar. Primeiro, a veracidade de uma teoria não é medida pelo número de cientistas que a subscrevem. Segundo, a história da ciência está repleta de casos em que o consenso estava errado. O cientista católico Galileu era minoria contra o consenso científico da época, mas ele estava certo e o consenso errado. Terceiro, há um clima de censura em relação às teorias que possam colocar o Naturalismo em questão. Será que a calibração perfeita do Universo exige a crença em Deus? Ou será que a teoria dos multiversos permite um universo autoperpetuante, eterno, e sem Deus?

Numa entrevista publicada na Discovery Magazine, Tim Folger explorou esse tópico com Andrei Linde (cosmólogo da Stanford). O início da entrevista resume de forma sucinta a controvérsia: “Nosso Universo está perfeitamente arquitetado para a vida. Isso pode ter sido causado por Deus, ou pode ser que nosso Universo seja um de muitos.”

Folger e Linde repetiram enfaticamente que nosso Universo parece ter sido criado. Linde afirma: “Estamos frente a um número elevado de coincidências, e todas essas coincidências estão de tal forma que elas permitem que a vida seja possível.” Folger afirmou que os físicos não gostam de coincidências. Para evitá-las, alguns cosmólogos foram forçados a postular que nosso Universo pode ser um de muitos.

A pergunta que surge na mente é: O que os forçou a postular essa hipótese? De certo que não foi nenhuma observação científica, uma vez que, até hoje, não há evidência nenhuma da existência de outros universos materiais para além do nosso.

Provavelmente, eles foram “forçados” a postular uma hipótese não científica por motivos ideológicos, os mesmos motivos que levam homens inteligentes a acreditar que dinossauros evoluíram para pássaros.

Segundo a teoria dos multiversos, supostamente o que acontece é que habitamos um dos muitos universos que, por acaso, tem as constantes da Física perfeitamente ajustadas para a existência da vida. O todo-poderoso “acaso”. Sim, se Deus não existe, então o “acaso” tem que ser nosso “criador”. Impressionante é que pessoas inteligentes atribuam poderes criativos às forças da natureza. Mas se levarmos em conta Romanos 1, talvez não seja tão impressionante. A ginástica mental que as pessoas fazem para rejeitar o óbvio (Deus Criador) é perfeitamente manifesto na teoria dos “multiversos”.

Chamem-no de um golpe de sorte, um mistério, um milagre. Ou chamem-no de o maior problema para a Física. Como é que a ordem do Universo é um problema para a Física? A ordem existente no Universo não é um problema para a Física, mas sim para o Naturalismo. Como é hábito dos cientistas seculares, eles [consideram equivocadamente] o Naturalismo com a ciência.

Em vez de se invocar um Criador benevolente, muitos físicos veem apenas uma explicação possível: nosso Universo pode ser um de um numero infinito de universos. Tradução: muitos físicos veem apenas uma explicação naturalista possível: tudo isto foi coincidência!

Em outras palavras, em lugar de aceitar as evidências, postulam uma teoria que não tem evidência nenhuma, como forma de manter Deus Afastado.

Os críticos dizem que a teoria dos multiversos não é uma teoria científica uma vez que ela não pode ser confirmada nem refutada. Obviamente! Esse é mais um exemplo de como a ciência está sendo destruída devido ao Naturalismo.

Os proponentes da teoria afirmam que, quer se goste ou não, essa hipótese pode muito bem ser a única alternativa não religiosa para o que é chamado de “o problema da calibração afinada” – a observação de que as leis do Universo aparentam ter sido feitas sob medida para o aparecimento da vida.

Em outras palavras, “vamos aceitar o que é totalmente não científico, não observável, não refutável porque não gostamos de Deus.”

Linde afirma: “Para mim, a realidade da existência de muitos universos é uma possibilidade lógica.” Não, não é uma “possibilidade lógica”, mas sim uma necessidade ideológica. Pode ser dito como resposta: “Talvez isso seja uma coincidência misteriosa. Talvez Deus tenha criado o Universo para o nosso benefício.”

Escolha difícil: (1) coincidência ou (2) design. Hmmm...

“Well, I don’t know about God, but the Universe itself might reproduce itself eternally in all its possible manifestations.” Nem me dei ao trabalho de traduzir isso para que as pessoas leiam e vejam um dos pontos mais baixos do pensamento humano – se é que se pode chamar isso de “pensamento”.

O artigo diz ainda: “If you don’t want God, you’d better have a multiverse.” Portanto, segundo o artigo, a razão que leva esses “cientistas” a postular a teoria dos multiversos é puramente ideológica. Não gostam de interpretações que estejam de acordo com a crença em Deus, e, como tal, preferem acreditar naquilo que não tem evidências a seu favor. Isso é o ateísmo suprimindo a conclusão mais óbvia.

Conclusão: se mais evidências fossem necessárias para se ver que as crenças pessoais têm um peso enorme na forma como interpretamos as evidências, esse artigo dissipa todas as dúvidas. Esses cientistas, sabendo que a explicação mais lógica para a ordem existente no Universo é a ação criadora de Deus, preferem imaginar “fábulas enganosas” como forma de manter sua fé nos poderes mágicos da natureza. Coisas como essa acontecem não só na Astronomia, mas principalmente na Biologia.

Sabendo a verdade, os naturalistas preferem aceitar a fábula do darwinismo para manter sua fé em Darwin.

Apocalipse 4:11 diz: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua Vontade são e foram criadas.” [...]

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