Classes Bíblicas batizam presos em penitenciária de Roraima

Classes Bíblicas batizam presos em penitenciária de Roraima

Atualizado: Quarta-feira, 13 Outubro de 2010 as 11:38

O presidiário Raimundo Gomes afirma que os motivos que o levaram a estar preso lhe trouxeram a oportunidade de libertação espiritual, pois antes era perseguido e tinha uma vida conturbada.

  “Nada é impossível para Deus, não importa o lugar que você esteja, basta abrir o coração e ser fiel a Ele, e foi o que fiz. A partir do momento que eu conheci a Igreja Adventista na prisão meu modo de viver foi transformado”, declara Gomes, batizado há mais de três anos dentro do presídio.

Como Raimundo Gomes, a cada dia o número de presos convertidos vem crescendo na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR). O trabalho missionário desenvolvido neste local tem ajuda de pastores e irmãos adventistas voluntários que dedicam seu tempo na Obra de Deus, como Luiz Santos, coordenador deste projeto evangelístico há 15 anos.

Segundo os coordenadores, uma média de 200 presos são batizados por ano no local. A cada mês, cerca de 20 pessoas decidem se tornas adventistas. Ele se alegra dizendo que são tantas decisões, que “ás vezes falta pastor para batizar”.

Mas o compromisso pastoral é cumprido com a visita mensal do pastor Carlos Oliveira, quando são realizados sermões e batismos. “É sempre uma grande alegria vê-los cantando, estudando a Bíblia e vidas sendo transformadas”.

Compromisso semanal - Todas as terças e sextas-feiras é realizada uma classe bíblica com os presos. Um dos participantes, conhecido como Irmão Luiz, justifica o motivo de tanta dedicação. “Muitos consideram este trabalho perigoso, arriscado e por isso desistem das visitas, porém faço com prazer, afinal Deus me salvou de uma doença incurável, conhecida por ‘Fogo Selvagem’ e desde então fiz este compromisso com Ele até seu breve retorno”.

O coordenador relembra que na época tinha apenas 19 anos quando seus cabelos e pele caíram por causa da enfermidade. “O que faço ainda é muito pouco diante da Obra que Ele realizou em minha vida”, afirmou.

Luis acredita que quando vêm estas pessoas se identifica com eles, quando no passado também foi dependente químico. “Deus está me usando como instrumento Seu para levar o evangelho a estas pessoas marginalizadas e preparando-as para serem novamente inseridas na sociedade totalmente recuperadas”, enfatiza.

Para o presidiário Domingos Macedo Brito, a religião lhe trouxe inclusão social. “Desde que fiquei preso e passei doze anos em regime fechado, comecei a acompanhar o trabalho da Igreja Adventista na prisão, então aceitei a Jesus e assumi a reponsabilidade de liderar internamente o grupo de adventistas”, contou Domingos explicando que todos os sábados realizam cultos. Recentemente passou para o regime semi-aberto e diz que terá a chance de testemunhar aos que mesmo em liberdade, se encontram presos na escravidão do pecado.  

veja também