Com medo, mulher quer parar acelerador de partículas

Com medo, mulher quer parar acelerador de partículas

Atualizado: Quinta-feira, 11 Março de 2010 as 12

No title A Justiça alemã negou o pedido de uma mulher para o governo encerrar as atividades do gigante acelerador de partículas do CERN. Ela acredita que os experimentos realizados no centro de pesquisas, que fica na fronteira da Suíça com a França, podem resultar no apocalipse.

O equipamento, também chamado de Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), é um túnel circular de 27 quilômetros de extensão. Sua função é acelerar partículas subatômicas até velocidades próximas à da luz para que cientistas observem os efeitos. A expectativa é que seja possível comprovar algumas das mais importantes teorias da física, entre elas a do Big Bang, a grande explosão inicial que teria dado origem ao nosso universo há cerca de 14 bilhões de anos.

Mas enquanto a data do primeiro teste se aproximava, em setembro de 2008, começaram a surgir rumores que o equipamento poderia representar o fim do mundo devido aos resultados imprevistos que as partículas poderiam ter ao serem aceleradas a velocidades muito grandes. O medo era que a energia gerada nas colisões entre as partículas poderia até provocar um buraco negro e destruir o planeta, embora cientistas afirmem que mesmo que isso fosse verdade, a força seria muito pequena para causar qualquer estrago.

Como Alemanha faz parte do grupo de países que participam do projeto do acelerador de partículas, a mulher, que não teve seu nome divulgado, de acordo com reportagem do jornal Telegraph, tentou impedir na Justiça os experimentos. O tribunal concluiu, no entanto, que a mulher não conseguiu provar que o LHC representa perigo para o planeta e, assim, negou seu pedido.

O acelerador

O LHC foi inaugurado em setembro de 2008, depois de mais de uma década de construção e três bilhões de euros investidos. Cerca de dois mil físicos de 35 países participam do projeto. Mais de 1,2 mil superimãs, com peso total de 35 toneladas, são responsáveis por acelerar as partículas. Quatro detectores, do tamanho de um prédio de cinco andares, monitoram as colisões.

Mas uma falha mecânica provocou a interrupção das experiências apenas nove dias depois do início das atividades. O equipamento foi religado apenas em novembro do ano passado.

Como previsto, os experimentos são feitos com energias cada vez maiores e a expectativa é que a potência máxima seja alcançada até o final de março. Felizmente, nada aconteceu até agora.

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