Como os artistas encaram a competição no Troféu Talento

Como os artistas encaram a competição no Troféu Talento

Atualizado: Sexta-feira, 4 Abril de 2008 as 12

Myrian Rosário

Diferentemente das cerimônias de premiação seculares, onde cada concorrente encara os demais como adversários e faz de tudo para atrair as atenções para si, a Premiação do Troféu Talento foi marcada por um clima de comunhão entre todos os participantes. Todos os vencedores creditaram a conquista ao Senhor Jesus. Porém, alguns saíram do Credicard hall, onde foi realizado o evento, com vários troféus nas mãos, enquanto outros conquistaram apenas um e outros, apesar de inúmeras indicações, não levaram nenhum. Esse ano, a organização do evento contabilizou um milhão e trezentos mil votos, que definiram os ganhadores do prêmios. Será que esse reconhecimento consegue mexer com a vaidade dos vencedores e "não-vencedores"?

Durante a festa, o mestre-de-cerimônias Paulo César Baruk enfatizou que "o Troféu Talento não visa qualquer tipo de disputa, mas valorizar a música gospel no mundo fonográfico". Veja o que os artistas pensam dessa competição.

DJ Alpiste (vencedor da Categoria Álbum Rap): "Não existem vencedores. Todo mundo que está aqui é merecedor e muitos dos que não estão deveriam estar. O mais importante é que os que estão sendo premiados estão abrindo portas para os novos. Os grandes vencedores são aqueles que ainda vão chegar".

Jairinho (indicado em cinco categorias e que não conquistou nenhum troféu): "Eu e a Cassiane nunca deixamos de participar de nenhuma edição do Troféu Talento. O reconhecimento do povo é muito importante para nós. Só por estar aqui já nos sentimos honrados".

Aline Barros (ganhadora dos prêmios de Álbum ao Vivo e Cantora do Ano): "A competição é saudável e nos estimula a fazer sempre o melhor, primeiro porque é para Deus e também porque precisamos abrir novos espaços para a divulgação da nossa música. Prêmios como esse são importantes para que haja crescimento, para que a música gospel conquiste a mídia secular".

Talita Paglarin (indicada ao prêmio de Revelação Feminina e que não levou o troféu): "Estou feliz só por ser indicada. Competi com mulheres de Deus que fazem a obra. Ganhar é um reconhecimento, mas o mais importante é o que a gente semeia, o que a gente tem plantado. De qualquer forma, todos nós somos mais do que vencedores".

Soraya Moraes (que não recebeu indicações esse ano por não ter gravado): "É sempre uma emoção muito forte estar aqui, competindo ou não. A gente torce pelos amigos. Estava torcendo pelo pessoal da minha igreja, mas eles não ganharam e eu fiquei triste".

Ana Paula Valadão (ganhadora do troféu nas categorias CD Infantil, DVD e Intérprete Feminino): "O mais importante é saber que o nosso coração consegue se alegrar com o prêmio indo para outra pessoa. Para nós não é uma competição, mas uma celebração da música cristã no Brasil".

Nani Azevedo (vencedor nas categorias Cantor do ano e Destaque 2007): "O talento do homem não é medido pelo número de troféus que ele ganha, mas pela quantidade de vidas que ele alcança".

Fotos: Cláudia Moraes

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