Complexo do Alemão: Batistas se unem para mobilizações evangelísticas

Complexo do Alemão: Batistas se unem para mobilizações evangelísticas

Atualizado: Segunda-feira, 13 Dezembro de 2010 as 9

Com o conflito entre traficante e polícia no último dia 26 de novembro, as igrejas localizadas dentro do Complexo do Alemão tiveram que fechar as portas por questão de segurança. Após ocupação da polícia, a Associação Batista Suburbana pretende fazer uma mobilização com outras filiadas para realizar projetos missionários no Morro durante o ano de 2011.

 De acordo com presidente da Associação Batista Suburbana, David Curty, o desejo é marcar presença nas comunidades em termos de assistência social e de evangelização. “Pretendemos criar e manter alguma estrutura mais efetiva que proporcione transformação na realidade social dos moradores, como capacitação profissional e outras atividades”, afirma David. Ele enfatiza ainda que o objetivo principal é “anunciar a salvação em Jesus Cristo e resgatar vidas”.

De acordo com David, os pastores das Batistas orientaram os fiéis, durante a ocupação, a não saírem de casa ou irem para casa de parentes.  Com a tomada do conjunto de comunidades dentro do complexo pelas polícias, o número de pessoas nos cultos tem aumentado. “Pessoas da comunidade que não são da igreja estão indo buscar apoio e pedir oração”, disse. Segundo David, muitos homens que fugiram para comunidades próximas como Engenho da Rainha nasceram ou cresceram dentro de igrejas. Mesmo com o tráfico de drogas e a violência nas comunidades, as entidades cristãs com espaço nessas áreas urbanas excluídas da sociedade são extremamente respeitadas pelos traficantes. David contou que não tem um relato de problemas entre líderes evangélicos e criminosos.

“O estado agiu corretamente, fez o que podia fazer e precisava fazer. O ruim é que muitos criminosos fugiram pela rede de esgoto e muitos deles evacuaram para comunidades próximas, trazendo sofrimentos para as pessoas de bem”, enfatiza David referindo-se a ação da polícia e do estado em tomar um território até então pertencente aos marginais.

“Por isso, a união da Igreja do Senhor, e não somente levantar bandeiras denominacionais, se faz urgente nesse momento”, diz morador.

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