Ícone da luta contra a violência da mulher participa de evento na IURD

Ícone da luta contra a violência da mulher participa de evento na IURD

Atualizado: Quarta-feira, 30 Novembro de 2011 as 11:52

Entre relatos de superação, estímulos para vencer, orações de consolo para a alma e orientações profissionais, o evento “Rompendo o Silêncio” atraiu multidões de diversos estados do Brasil e do exterior, neste último sábado (26). Idealizada pela escritora Cristiane Cardoso, a passeata alertou sobre os prejuízos causados pela violência doméstica e estimulou mulheres que vivenciam esta situação a denunciar seus agressores.

O evento no Ceará contou com a participação de Maria da Penha, o ícone desta luta e motivo para a sanção da Lei 11.340, que leva seu nome. Na oportunidade, ela parabenizou os organizadores pela iniciativa. “São estes movimentos que possibilitam que mais mulheres se interessem em saber mais sobre a lei que as protege e isto contribui para a cultura de paz no Brasil”, defende Maria da Penha, que falou do terror vivido ao lado do marido e da luta pela justiça.

A iniciativa, organizada por diversos grupos de voluntários da Igreja Universal, contou com orientações específicas. Em Goiás, por exemplo, as delegadas da mulher no estado, Gildeci Alves, Cássia Sertão e Jacqueline de Guimarães debateram sobre o tema. Para elas, é muito importante que a sociedade incentive a população a delatar o agressor. “A mulher que tem coragem de denunciar quando leva o primeiro tapa do marido ou do namorado, na maioria das vezes, consegue reverter esse quadro de abuso e violência”, destacou Gildeci Alves.

Advogadas, psicólogas e assistentes sociais também participaram da mobilização. Em Mato Grosso, a psicóloga Waleska Mendes orientou as participantes sobre os sintomas característicos de uma mulher vítima de violência doméstica, facilitando assim a identificação das que sofrem em silêncio. Já no Espírito Santo, a manifestação seguiu pelas ruas do bairro Andorinhas, em Vitória, onde a Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iríny Lopes, esteve presente.

A promotora de Justiça Eliana Passarelli , conhecida por defender com ímpeto os casos de abuso, ministrou uma palestra em São Paulo (SP), onde incentivou a busca pelo direito da mulher. “A cada 15 minutos uma mulher é morta no Brasil e apenas 10% das que sofrem agressão têm coragem de denunciar. Isso porque falta o conhecimento. Mas quando ela decide agir, obtém uma reestruturação diante da posição que ocupa dentro da própria família”, orientou.

Em Minas Gerais, a cantora Isis Regina, autora do CD “Montes da Adoração”, fez uma apresentação especial para o público, que também acompanhou peças teatrais.

As participantes do Rio de janeiro assistiram a uma apresentação que retratou a vida de muitas vítimas, com uma cena de agressão de um casal. No fim, Adriana Lopes (foto), de 36 anos, dividiu um pouco do sofrimento que viveu quando o marido a agredia, e contou como conseguiu transformá-lo de agressor em um esposo amoroso.

“Aquela mulher frágil que era agredida morreu. Sou uma nova mulher após meu encontro com Jesus, por meio de um convite para participar da Igreja Universal. Eu aprendi a usar o poder da minha fé e a mudar meu casamento. Hoje somos felizes e trabalhamos juntos, sem brigas, discussões ou agressões, com uma vida completa e feliz. Há sempre uma saída para cada uma de vocês”, afirmou Adriana, que é esposa de pastor.

Após a passeata, Cristiane Cardoso deixou uma mensagem às mulheres, que foi exibida em todos os Cenáculos do Espírito Santo do Brasil e do mundo. “Mulher, deixe de lado tudo o que a tem violentado e compreenda o valor que você tem. Quando isso acontecer, então, poderá tirar proveito das experiências ruins e passará a ajudar as outras pessoas”, aconselhou. Ao final do evento, as participantes também receberam exemplares do livro “A Mulher V”, da escritora.

No mundo A ação também foi realizada fora do Brasil. A IURD contou com o apoio de voluntários de Angola, Colômbia, Filipinas, México, Israel, Londres, além de Miami e Arizona (EUA), que abraçaram a causa e foram às ruas lutar contra a violência doméstica.    

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