Conhecido como “guerreiro de oração”, pastor é torturado e morto em sua igreja

O pastor Gideon foi morto depois que prestou uma queixa contra extremistas hindus.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 22 Janeiro de 2018 as 4:53

O pastor Gideon era conhecido como "guerreiro de oração", por orar de 5 a 6 horas por dia. (Foto: Morning Star News).
O pastor Gideon era conhecido como "guerreiro de oração", por orar de 5 a 6 horas por dia. (Foto: Morning Star News).

Um pastor na Índia, que era conhecido por orar de cinco a seis horas, foi espancado, torturado e morto. O assassinato chocou profundamente a congregação. A Morning Star News informou no último domingo (21) que o corpo do pastor Gideon Periyaswamy, da Igreja Maknayeem no sul da Índia foi encontrado no início da manhã de sábado. Sua morte ocorre depois que ele se queixou de extremistas hindus.

Já o pastor Azarias Reuben, um amigo próximo da vítima, disse que Periyaswamy se converteu do hinduísmo há 25 anos, e tem servido como pastor em Adayachery por mais de 12 anos, tornando-se conhecido como um "guerreiro de oração".

"Os hindus locais não estavam felizes com o cristianismo crescente", disse Reuben. "Eles tentaram várias vezes parar o ministério".

Uma semana antes de ser morto, o pastor havia apresentado uma queixa junto à polícia local sobre "algumas pessoas da aldeia que o perturbavam". Os oficiais estavam investigando o incidente antes do pastor ter sido encontrado morto. O corpo de Periyaswamy mostrou sinais de espancamento e tortura, de acordo com alguns membros de sua congregação.

A Associação Cristã Asiática Britânica disse que os membros que encontraram o pastor removeram a fina corda ao redor de seu pescoço. "Ao remover a corda, eles assustados encontraram um coágulo de sangue ao redor da garganta e do pescoço do pastor Gideon. A pressão da corda havia sufocado o pastor, havia contusões, mas nenhum outro vestígio de sangue em seu corpo".

"Os membros da igreja notaram que um anel de ouro faltava na mão do pastor, mas não acreditavam que o crime fosse um roubo, já que nada mais foi tocado em todo o edifício". Reuben explicou que, no início, a polícia se recusara a apresentar uma queixa sobre o assassinato e, inicialmente, queria classificar isso como um suicídio. Mas os membros da igreja e os pastores das aldeias próximas protestaram.

Alguns membros da igreja disseram que os anciãos da vila poderiam ser os autores do assassinato. "Essas pessoas haviam cortado o abastecimento de água da igreja, desconectando o encanamento", disse um membro, que não foi identificado.

Nehemiah Christie, diretor de legislação e regulamentos para Igrejas Pentecostais, disse que a polícia deve realizar uma investigação justa. "Existe uma necessidade urgente de uma autópsia na presença de um magistrado judicial", disse Christie à Morning Star News. "A morte do pastor Gideon Periyaswamy não pode ser descartada como suicídio".

A igreja de Periyaswamy tinha sido alvo em vários problemas em 2017 e sofreu vandalismo, com grupos hindus locais acusando o pastor de realizar conversões forçadas. "Este ataque aterrorizou os nossos membros da igreja no centro, a morte é um assassinato brutal de um pastor cristão devoto que foi mais vulnerável porque estava sozinho e confiava em pessoas que amavam o Pastor Gideon", disse um membro da igreja que preferiu não ser identificado.

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