Conselho Mundial de Igrejas quer mundo sem armas nucleares

Conselho Mundial de Igrejas quer mundo sem armas nucleares

Atualizado: Segunda-feira, 9 Agosto de 2010 as 8:43

Milhares de pessoas se concentraram no Parque Memorial da Paz para relembrar o momento em que o avião americano "Enola Gay" deixou cair sobre Hiroshima a bomba "Little Boy".  

Três dias depois, a segunda bomba atômica, batizada como "Fat Boy", caiu sobre a cidade de Nagasaki, o que levou à rendição do Japão em 15 de agosto de 1945 e ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Para relembrar os 65 anos do acontecimento, o Conselho Mundial de Igrejas renovou o seu apelo por um mundo sem armas nucleares. O secretário-geral Olav Fykse Tveit pediu aos governos para encontrar uma solução nova para proteger a santidade da vida.

Ele falou da dor causada pelos traumas recorrentes e pelas mortes de centenas de milhares de pessoas depois da bomba foi lançada. "Não é o fato de que, 65 anos depois, as bombas nucleares continuam a ameaçar a humanidade e negam uma paz duradoura", disse ele.

Mais de meia década depois, o mundo continua dividido sobre a utilização das armas nucleares. "Essa desigualdade e a divisão não é o patrimônio da humanidade. A Bíblia nos exorta a escolher a vida para que todos possam viver”.

O Japão é o único país atacado com armas atômicas, mais de 200 mil pessoas morreram nos bombardeios.

O Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon também participou, pela primeira vez, da cerimônia no Memorial da Paz de Hiroshima. Foi a primeira vez que os E.U.A enviou um representante para a cerimônia que contou com representantes de 70 países.

Em seu discurso, Ban Ki-moon disse que a única forma de garantir que as armas nucleares nunca mais serão utilizadas é eliminar todas. "Esse é o único caminho sensato para um mundo mais seguro. Enquanto existem armas nucleares, nós vivemos sob a sombra nuclear".

O Conselho Mundial de Igrejas está convidando os Estados Unidos e a Rússia a ratificar um acordo de controle de novas armas e está em campanha para a reforma da política nuclear da OTAN.

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