Coordenador EAPPI lamenta que cristãos palestinos sejam marginalizados

Coordenador EAPPI lamenta que cristãos palestinos sejam marginalizados

Atualizado: Quinta-feira, 1 Abril de 2010 as 12

No title No conflito palestino-israelense não há mocinhos nem bandidos, disse o coordenador do Programa Ecumênico de Acompanhamento à Palestina e Israel (EAPPI, a sigla em inglês), Manuel Quintero Pérez, ao participar da atividade Diálogo Comunitário, da Faculdade de Teologia (FaTeo) da Universidade Metodista de São Paulo.

O Diálogo Comunitário reuniu, na terça-feira, 23, Quintero e o executivo do Fórum Ecumênico Palestina-Israel do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Michel Nseir, que falaram sobre o "Diálogo para a paz: ações para superar o conflito em Palestina e Israel".

Nseir explicou que na região há igrejas cristãs espalhadas em Israel, Líbano, Síria, Jordânia, Egito e Iraque, e que aprenderam a conviver com a pluralidade num contexto multirreligioso e multicultural.

Lamentou, contudo, que cristãos palestinos sejam marginalizados como "terroristas", rótulo que a mídia internacional ajudou a criar, de modo especial depois do ataque às torres gêmeas em Nova Iorque do dia 11 de setembro.

Mesmo numa situação de desespero, cristãos palestinos manifestam, num documento chamado Kairós Palestina, "um grito de esperança na ausência de toda esperança".

O programa EAPPI também é uma iniciativa do CMI. Ele recebe voluntários de todo o mundo, que monitoram o clima na região e informam casos de violações aos direitos humanos e às leis humanitárias internacionais.

Uma das tarefas desses voluntários, informa a assessoria de imprensa da FaTeo, é o de acompanhar palestinos que passam pelos postos de controle israelenses, o que é freqüente no deslocamento entre uma cidade e outra. Eles acompanham, inclusive, crianças que vão à escola e que sentem medo de passar pelos postos de controle, por causa das hostilizações.

Quintero frisou que o CMI não toma partido na disputa palestino-israelense, mas que busca a paz na região. "Não tomamos partido neste conflito e não discriminamos ninguém, porém, não somos neutros quanto aos princípios dos direitos humanos e do direito humanitário internacional. Estamos fielmente com os pobres, os oprimidos e os marginalizados. Queremos servir todas as partes", disse.

Manuel Quintero é cubano, jornalista e membro da Igreja Presbiteriana Reformada, e Michel Nseir nasceu no Líbano, é formado em teologia e integra a Igreja Ortodoxa Antioquina.

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