Coreano cristão que fugiu de seu país, diz que vai torcer pelo Brasil

Coreano cristão que fugiu de seu país, diz que vai torcer pelo Brasil

Atualizado: Terça-feira, 15 Junho de 2010 as 8:27

Nesta terça-feira (15), o Brasil enfrenta a Coreia do Norte, um país de pouca tradição no futebol, mas que tem representantes em São Paulo. E nessa capital de tantos imigrantes, um norte-coreano já decidiu de que lado vai ficar na hora do jogo. “Do Brasil”, disse Choon Ha Imele, com forte sotaque.

As lembranças do passado são de guerra e pobreza.  Editor de um jornal evangélico da comunidade coreana em São Paulo, ele não pode voltar à cidade natal: um vilarejo na comunista Coreia do Norte, de onde fugiu por causa da perseguição religiosa. Disse que, com o regime comunista, todas as igrejas foram fechadas e o cristianismo foi proibido. Na época, o editor tinha 20 anos.

Deixar a Coreia do Norte não é fácil. As pessoas podem sair para trabalhar ou estudar, mas desde que o governo conceda uma autorização especial. Com tantas barreiras, vai ser difícil encontrar nas ruas algum norte-coreano secando a seleção brasileira. E no Bom Retiro, na região central, reduto de sul-coreanos, muitos com parentes que nasceram na parte hoje comunista, a torcida também promete ser pelo Brasil.

Não dá para saber muita coisa do time que o Brasil vai enfrentar neste primeiro jogo. Lá na África do Sul, os jogadores da Coreia do Norte vivem escondidos. Choon, que viu a nação coreana se dividir, certamente vai se juntar aos milhões de paulistanos que vão ver o jogo. A partida começa às 15h30.

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