Coréia do Norte Ameaça "Lei de Tempo de Guerra" ao Cristão Norte-americano

Coréia do Norte Ameaça "Lei de Tempo de Guerra" ao Cristão Norte-americano

Atualizado: Segunda-feira, 28 Junho de 2010 as 11:39

A Coréia do Norte, quinta-feira, ameaçou impor punição mais dura ao cidadão Norte-americano que entrou, ilegalmente, no país no início deste ano.

Aijalon Mahli Gomes, cujos amigos descrevem como um Cristão devoto, está enfrentando uma possível "Lei de Tempo de Guerra" por causa da campanha dos Estados Unidos de pôr pressão na Coréia do Norte, depois do naufrágio do navio de guerra sul-coreano, de acordo com a Agência Central oficial de Notícias da Coréia do Norte.

"A DPRK tem já, solenemente, declarado que iria considerar a situação prevalente como uma fase de guerra e lidar com todas as questões relevantes de acordo com a "Lei de Tempo de Guerra," declarou a KCNA. "Uma instituição preocupada está agora examinando a questão que viria a tomar medidas adicionais contra o Norte-americano Gomes em conformidade da lei de tempo de guerra."

A Coréia do Sul declarou que o Norte foi responsável pelo afundamento, em março, de seu Cheonan de 1.200 toneladas, na qual 46 marinheiros sul coreanos morreram. O Sul então pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para tomar uma ação contra Pyongyang. Washington voltou-se à Coréia do Sul, fazendo o furioso Norte acusar os Estados Unidos de "antagonizar persistentemente" o país com o caso Cheonan, de acordo com a KCNA.

A Coréia do Norte, em uma declaração oficial, na quinta-feira, disse que o governo Norte-americano pediu que Gomes fosse liberado por razões humanitárias. Contudo, o Norte disse que tal coisa poderia "nunca acontecer" sob a atual situação entre os dois países.

"Se os Estados Unidos persistirem com sua aproximação hostil em direção à DPRK, depois irá ser, naturalmente, compelido a considerar a questão de aplicação da lei de de estado de guerra para ele," ameaçou.

Gomes foi capturado depois de atravessar a Coréia do Norte desde a China, em 25 de janeiro. Ele foi sentenciado em abril por 8 anos de trabalho duro e multado em 70 milhões de won norte coreano, ou cerca de $700.000, por "atos hostís" contra o país.

Gomes trabalhou, anteriormente, como professor de inglês em uma cidade no norte de Seoul antes de cruzar a Coréia do Norte. Ele participou de diversas demonstrações para libertar outros Cristãos Norte-americanos, como Robert Park, que entrou na Coréia do Norte, ilegalmente, em dezembro.

Enquanto as motivos de Park são claros - demandar do Norte mostrar maior respeito pelos direitos humanos e para apelar ao líder da Coréia do Norte Kim Jong-il a se arrepender de seus pecados - não está ainda claro quais foram os motivos de Gomes.

Ano passado, a Coréia do Norte também deteve os jornalistas Norte-americanos Laura Ling e Euna Lee por cinco meses depois que eles cruzaram a fronteira. Eles foram liberados no último agosto, depois que o ex-Presidente Bill Clinton chegou para escoltá-los de volta aos Estados Unidos. Park foi também liberado em fevereiro.

Não há relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte.

veja também