Coreia: Igreja rejeita lei sobre células-tronco

Coreia: Igreja rejeita lei sobre células-tronco

Atualizado: Terça-feira, 1 Junho de 2010 as 9:59

A Igreja se posicionou contra a lei sobre células-tronco na Ásia. Dessa maneira, os bispos da Coreia do Sul rechaçiram a sentença com a qual nos dias passados a Corte Constitucional estabeleceu que "os embriões não implantados no útero materno não têm nenhum direito humano". A sentença, emitida no dia 27 de maio após o apelo de um casal, confirma ainda a legitimidade da Lei sobre a bioética, que autoriza a destruição dos embriões em excesso obtidos através de técnicas de fecundação em laboratório após cinco anos.

O Secretário da Comissão para as atividades pró-vida da Conferência Episcopal Coreana (CBCK), Padre Casimir Song Yul-sup, fala sem meios-termos de uma decisão "vergonhosa", porque estabelece "um tratamento discriminatório para os embriões não implantados". "A Corte levou em consideração somente a opinião dos cientistas favoráveis à pesquisa com células-tronco", e não a da Igreja, que é, ao invés, contrária, denuncia Padre Hugo Park Jung-woo, Secretário-Geral da Comissão próo-vida da Arquidiocese de Seul, segundo o qual a Corte Suprema "deu um passo atrás e tomou uma decisão errada".

Em declaração divulgada domingo, Dia Nacional para a Vida, o Presidente da Comissão de Bioética, Dom Gabriel Chang Hong-hun, chamou a atenção para a necessidade de criar mais estruturas para encorajar os nascimentos, ao invés de suprimir vidas. Segundo as estimativas da Igreja coreana, todos os anos ocorrem cerca um milhão e meio de interrupções voluntárias da gravidez, uma cifra nitidamente superior às estimativas do governo.

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